O ministro fez um alerta sobre a formação de uma organização “que tem por um de seus fins desestabilizar as instituições republicanas”
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes mandou prorrogar por mais 6 meses o inquérito que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e que apura os autores intelectuais e outros instigados que atuaram em 8 de janeiro de 2023.
Na ocasião, manifestantes golpistas bolsonaristas terroristas vandalizaram Brasília (DF), através da prática de um quebra-quebra contra as sedes dos Três Poderes.
No total, o STF recebeu sete pedidos de abertura de inquéritos para apurar as responsabilidades pelos ataques e atos de vandalismo, lembra o ‘R7‘.
“Considerando a necessidade de prosseguimento das investigações, com a realização das diligências ainda pendentes, prorrogo por mais 180 (cento e oitenta) dias a presente investigação“, disse Moraes na decisão, o que corresponde a mais 6 meses.
O texto também lembra que as apurações buscam identificar executores, financiadores, autores intelectuais e instigadores, além de autoridades públicas envolvidas.
Os pedidos são para investigar crimes como terrorismo, associação criminosa, abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, ameaça e perseguição.
Bolsonaro foi incluído no inquérito após ter postado uma desinformação em que contestava o resultado eleitoral e dizia que o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não teria sido eleito pelo povo.
Horas depois, o ex-presidente, que hoje está inelegível, apagou a mensagem que havia postado em seu perfil na rede social ‘Facebook‘, pertencente ao tecnologia e mídia social ‘Meta Platforms, Inc.‘,
O ministro também alertou sobre a formação de uma organização “que tem por um de seus fins desestabilizar as instituições republicanas”.
