O Exército foi chamado para acompanhar o cumprimento das ordens contra ao menos 8 militares que são alvo da Operação Tempus Veritatis, que apura ORCRIM que teria atuado na tentativa de golpe de Estado
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que terá seu passaporte apreendido pela PF (Polícia Federal), afim de evitar sua fuga do Brasil, também foi proibido pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Mores, de fazer contato com investigados na operação, deflagrada nesta quinta-feira (8/2), informou Andréia Sadi.
Entre os alvos de busca estão aliados civis e militares do ex-presidente. Moraes mandou Bolsonaro entregar seu o passaporte em 24 horas.
A operação investiga tentativa de golpe de Estado para mantê-lo no poder mesmo com a derrota nas eleições de 2022 para o hoje Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre os alvos de busca estão aliados civis e militares do ex-presidente. Veja os nomes que Moraes proibiu contato de Bolsonaro:
General Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil;
General Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
General Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
General Estevam Cals Theóphilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército;
Almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante-geral da Marinha;
Anderson Torres, delegado da PF e ex-ministro da Justiça;
Valdemar Costa Neto (PRESO), presidente do PL, partido de Bolsonaro ;
Tercio Arnoud Thomaz, ex-assessor de Bolsonaro, conhecido como um dos pilares do chamado “gabinete do ódio”.
Ailton Barros, coronel reformado do Exército.
Os quatro alvos de mandados de prisão são:
Filipe Martins (PRESO), ex-assessor especial de Bolsonaro;
Marcelo Câmara (PRESO), coronel da reserva do Exército e ex-assessor especial de Bolsonaro citado em investigações como a dos presentes oficiais vendidos pela gestão do ex-presidente e a das supostas fraudes nos cartões de vacina da família Bolsonaro;
Rafael Martins de Oliveira, major das Forças Especiais do Exército;
Coronel do Exército Bernardo Romão Correa Neto, que não foi detido porque está nos Estados Unidos (mandado de prisão será enviado ao Exército para que notifique o militar).
O Exército foi chamado para acompanhar o cumprimento das ordens contra os militares.
Ao todo, são 33 mandados de busca, 4 prisões preventivas e 48 medidas cautelares, como suspensão do exercício da função pública e entrega de passaportes.
A operação ocorre em 10 unidades da federação: Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e Distrito Federal.
