“… as ações incessantes de EDUARDO NANTES BOLSONARO, estando inclusive localizado em país estrangeiro, demonstram a possibilidade de um risco de fuga por parte de JAIR MESSIAS BOLSONARO, de modo a se furtar da aplicação da lei penal”, escreveu o ministro
Brasília, 26 de agosto de 2025
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal monitore em tempo integral o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no inquérito que investiga uma suposta trama golpista para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022.
A decisão, que impõe “acompanhamento contínuo” das atividades de Bolsonaro, foi tomada no âmbito das medidas cautelares já em curso, enquanto o ex-mandatário cumpre prisão domiciliar.
Ex-presidente usa uma tornozeleira eletrônica e, mesmo assim, Moraes afirmou que há risco de fuga.
O deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, busca influenciar as autoridades contra o Judiciário brasileiro.
As sessões extraordinárias do julgamento do processo em que Jair Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado têm início na próxima semana, em 2 de setembro.
A ordem de Moraes reflete a gravidade das acusações contra Bolsonaro, que incluem articulação de um plano para desestabilizar as instituições democráticas.
O monitoramento policial em tempo real busca garantir o cumprimento das restrições impostas, como a proibição de deixar o país e a comunicação com outros investigados.
A medida também reforça o controle sobre possíveis movimentações que possam ocorrer, enquanto o julgamento do réu se aproxima.
‘Nesse sentido, as ações incessantes de EDUARDO NANTES BOLSONARO, estando inclusive localizado em país estrangeiro, demonstram a possibilidade de um risco de fuga por parte de JAIR MESSIAS BOLSONARO, de modo a se furtar da aplicação da lei penal”, escreveu o ministro.
O inquérito da trama golpista ganhou destaque após a Operação Tempus Veritatis, deflagrada em fevereiro de 2024, que revelou indícios de uma tentativa de golpe de Estado envolvendo aliados próximos de Bolsonaro.
Documentos e depoimentos apontam reuniões no Palácio da Alvorada e a elaboração de minutas para um decreto que suspenderia a ordem democrática.
Bolsonaro nega envolvimento, mas as investigações seguem em ritmo acelerado sob a relatoria de Moraes.
O STF tem adotado postura rigorosa para coibir ações que ameacem a estabilidade institucional.
A prisão domiciliar e o monitoramento intensivo são passos raros, aplicados em casos de alta relevância e risco.
O monitoramento 24 horas sugere que qualquer descumprimento das medidas cautelares pode resultar em sanções mais severas, como a prisão preventiva.








Maravilhosa decisão
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