O ministro do TSE citou trechos de conversas com incentivo à violência política, apologia a atos criminosos e desinformação
O ministro presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, mandou o aplicativo de mensagens Telegram remover dois grupos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Nesta sexta-feira (28/10), o magistrado citou trechos de conversas feitas nos chats e salientou que havia incentivo à violência política, apologia a atos criminosos, e desinformação.
Os grupos 70 Milhões eu voto em Bolsonaro Nova Direita e o 70 Milhões 2 eu voto em Bolsonaro Nova Direita tinham juntos 180 mil seguidores do ocupante do Palácio do Planalto.
À tarde, eles já haviam sido excluídos da plataforma. A AEED/TSE (Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação) enviou um termo embasado em reportagens do UOL e da Agência Lupa.
Os diálogos do chat transcritos na decisão mencionavam ações para assassinar ou ferir o ministro Alexandre Moraes, agressões a adversários políticos, citações à destruição de urnas eletrônicas, suspeitas de irregularidades no processo eleitoral, ofensas a eleitores da Bahia, agressões a cientistas políticos e policiais federais, entre outros temas.
“Para que não pairem dúvidas, registro que tais afirmações não correspondem a legítimo exercício da liberdade de expressão, mas a comportamento abusivo e criminoso, incompatível com o regime democrático, seja porque não guardam conexão com a realidade, seja porque planejam comprometer a integridade e a natureza pacífica da competição eleitoral, transformando-a em um jogo sujo, sanguinário e conflituoso”, afirmou o presidente do TSE.
Caso a determinação judicial não tivesse sido cumprida, a multa prevista era de R$ 100 mil por hora contados a partir do término da segunda hora após o recebimento da notificação por parte do Telegram.
A reportagem entrou em contato com o representante da rede social no Brasil, mas não obteve retorno.
