A afirmação foi feita durante palestra para estudantes em uma universidade de São Paulo, na manhã desta sexta, após o ministro argumentar que ‘liberdade de expressão não é liberdade de agressão‘
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, mandou um recado ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), sem citá-lo nominalmente, afirmando que “Nós não estamos em uma selva. Liberdade de expressão não é liberdade de agressão“. A afirmação foi feita pelo ministro durante palestra para estudantes em uma universidade de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (29/4).
“Não é possível defender volta de um ato institucional número cinco, o AI-5, que garantia tortura de pessoas, morte de pessoas. O fechamento do Congresso, do poder Judiciário“, afirmou o ministro, sem citar o deputado, acordo com transcrição do g1.
“Não é possível conviver, não podemos tolerar discurso de ódio, ataques a democracia, a corrosão da democracia. A pessoa que prega racismo, homofobia, machismo, fim das instituições democráticas falar que está usando sua liberdade de expressão“, disse Moraes.
“Se você tem coragem de exercer sua liberdade de expressão não como um direito fundamental mas, sim, como escudo protetivo para pratica de atividades ilícitas, se você tem coragem de fazer isso, tem que ter coragem também de aceitar responsabilização penal e civil“.
“Desinformação não é ingênua, é criminosa. Ela tem finalidade. Para uns é só enriquecimento, para outros é tomada de poder sem controle. Então, nós, que vivemos do direito, que defendemos a democracia, nós temos que combater a desinformação“.
“A verdade é que ninguém esperava isso [em 2018], ninguém estava preparado. Como disse, o maior erro é subestimar e ficar repetindo ‘só falam para as bolhas’, ‘ah, quem tem cabeça olha, sabe que a notícia é falsa’. Não é verdade isso, é tudo direcionado por algoritmos“, disse.
“É diferente, todo mundo tem uma avó ou uma tia que vê a desinformação e passa. Não é ela. Tem toda uma produção, um financiamento. ‘Ah, quem te mandou?’. Eu pergunto isso para a minha mãe. ‘Mas vc leu, você viu? Ah, muito grande, né? Estava bonitinho no começo. Mas você viu que fala mal do seu filho? Ah, não?!’. Apesar de acharem que sou mal, não vou prender minha mãe por causa disso“.
