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Moraes manda Bolsonaro provar que foi mesmo convidado para posse de Trump

    Ex-presidente inelegível até 2030 está com passaporte retido na Polícia Federal – defesa pediu o oficialmente devolução do documento – saiba mais

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    O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, relator de todos os inquéritos de Jair Bolsonaro (PL), mandou o ex-presidente apresentar o convite que teria sido supostamente enviado pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para sua posse no próximo dia 20 de janeiro.

    Advogados de Bolsonaro entraram na sexta-feria (10/jan/2025) com um pedido de liberação do passaporte do presidente para que ele possa viajar aos EUA na próxima semana.

    Em decisão publicada neste sábado (11/jan/2025), Moraes argumenta que a defesa só apresentou uma mensagem enviada por e-mail ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com remetente desconhecido.

    O ministro também cobra horário e programação do evento nos EUA, quando Donald Trump planeja emitir mais de 100 ordens executivas a partir do seu primeiro dia na Casa Branca, focando em segurança de fronteiras e deportações, conforme discutido em uma reunião com senadores republicanos.

    No último dia 8 de janeiro, data da inédita invasão das sedes dos Três Poderes por manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas, Bolsonaro postou em seu canal no YouTube um vídeo em que seu filho deputado fala que o inelegível “acaba de ser convidado” para a posse do republicano. Nas imagens, o parlamentar faz críticas às acusações contra seu pai.


    O deputado argumenta que “não foi dado nenhum disparo“; “não foi apreendida nenhuma arma” e “foram presas senhoras” e “outros brasileiros que nunca pisaram numa delegacia e querem nos fazer crer que isso daí foi uma tentativa de golpe“. Eduardo disse também que Trump “se identifica” com seu pai, pois o republicano “foi vítima de uma perseguição”.


    Apesar de Jair Bolsonaro ter “fugido” do Brasil dois dias antes do término de seu mandato, Eduardo Bolsonaro argumenta nas imagens que seu pai “fez a transição [do governo] de maneira tranquila e pacífica” para o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Para deixar o Brasil, Bolsonaro necessita de autorização judicial, pois teve seu passaporte apreendido pela Polícia Federal em fevereiro de 2024, durante a Operação Tempus Veritatis (tempo da verdade) que indiciou o ex-presidente, além de mais de 38 pessoas, a maioria militares, no final do ano passado, em relatório com mais de 885 páginas enviado ao STF.

    A PF atribui a Bolsonaro e aos demais indiciados a autoria das infrações penais ‘abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

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