O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que afirmou, no último dia 15/12: “A Anvisa não está subordinada a mim, deixar bem claro isso, não interfiro lá. Eu pedi, extraoficialmente, o nome das pessoas que aprovaram a vacina para crianças a partir de cinco anos. Nós queremos divulgar o nome dessas pessoas para que todo mundo tome conhecimento de quem são elas e obviamente formem o seu juízo” | Sobreposição de imagens
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PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO
O ministro deu 48 horas para o presidente se manifestar seu desejo de expor os nomes dos integrantes do órgão que foram responsáveis pela aprovação da vacina para crianças de 5 a 11 anos
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, deu 48 horas para o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, se manifestar sobre suposta intimidação a servidores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O prazo vale também para o diretor-presidente do órgão regulador, Antônio Barra Torres, que, assim como o chefe do Executivo, deverá prestar esclarecimentos ao Supremo, diante de um pedido protocolado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que pede investigação contra o presidente.
A Anvisa aprovou, na quinta-feira (16/12), a indicação da vacina Comirnaty para imunização contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos de idade. A aprovação permite o início do uso da vacina no Brasil para esta faixa etária.
A autorização veio após uma análise técnica criteriosa de dados e estudos clínicos conduzidos pelo laboratório. Segundo a equipe técnica da Agência, as informações avaliadas indicam que a vacina é segura e eficaz para o público infantil, conforme solicitado pela Pfizer e autorizado pela Anvisa.
A avaliação da Agência levou 21 dias, descontados os 14 dias que a Pfizer utilizou para responder exigências técnicas da Anvisa.
Após a decisão do órgão, Bolsonaro afirmou, durante live semanal transmitida em redes sociais, que quer expor os nomes dos responsáveis pela aprovação, o que segundo o senador caracteriza tentativa de constranger os funcionários da Agência.
De acordo com Randolfe Rodrigues, o presidente promove uma campanha de desinformação em que tenta desestimular a vacinação de crianças.
