Decisão revoga liberdades de condenados por golpe para evitar evasões internacionais em meio a investigações
Brasília, 27 de dezembro 2025
A Polícia Federal intensificou medidas restritivas contra indivíduos condenados por envolvimento em tentativas de golpe de Estado, um dia após a captura de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, em uma tentativa de fuga.
A ação, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, visa prevenir saídas irregulares do país por investigados e condenados, convertendo medidas cautelares em prisão domiciliar para maior controle, segundo o g1.
Em Ponta Grossa, no Paraná, agentes federais compareceram à residência de Filipe Martins, ex-assessor internacional da Presidência da República durante o governo de Jair Bolsonaro, na manhã deste sábado (27/dez).
Martins, que já utilizava tornozeleira eletrônica e tinha autorização para deixar a casa durante o dia, viu essa permissão revogada pela ordem judicial.
A defesa do ex-assessor confirmou que a visita policial cumpriu a determinação de Moraes, sem mandados de busca ou apreensão adicionais.
Martins foi condenado a 21 anos de prisão pela Primeira Turma do STF em julgamento concluído em 16/dez, por participação na trama golpista que incluiu atos extremistas por manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas de 8 de Janeiro.
A conversão para prisão domiciliar ocorreu em resposta direta à fuga frustrada de Vasques, capturado em 26/dez enquanto tentava embarcar para os Estados Unidos com passaporte falso.
Essa medida abrange outros condenados, reforçando o monitoramento para evitar repetições de evasões.
A prisão domiciliar de Martins representa uma escalada na aplicação de sanções judiciais, garantindo que condenados permaneçam sob vigilância constante até o trânsito em julgado das sentenças.
A decisão de Moraes foi motivada pela necessidade de barrar qualquer risco de fuga internacional, especialmente em casos de alta visibilidade política.
O ex-assessor não resistiu à comunicação e permanece em sua residência, agora sob regime integral de restrição.
Essas ações refletem uma estratégia mais rigorosa do Judiciário para preservar a integridade de processos relacionados a ameaças à democracia, com foco em figuras chave do bolsonarismo.
A operação em Ponta Grossa ocorreu sem incidentes, mas sinaliza um alerta para potenciais tentativas de evasão entre os réus.
Até o momento, não há indícios de novas fugas, mas o STF mantém vigilância sobre o cumprimento das ordens.

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Bolsonaristas além de ladrões, são covardes, não sustentam nada, se não vigiar, fogem igual rato da ratoeira
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