Núcleo de inteligência “teria monitorado a agenda, o deslocamento aéreo e a localização” do ministro “com o escopo de garantir a captura e a detenção do então chefe do Poder Judiciário Eleitoral nas primeiras horas do início daquele plano”
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, foi, de fato, alvo de monitoramento após a vitória do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando e integrantes do governo Jair Bolsonaro (PL) participaram do suposto plano de golpe de Estado para impedir a posse do estadista, conforme confirmou, em depoimento à Polícia Federal, o tenente-coronel Mauro Cid.
O itinerário do magistrado teria sido acompanhado com precisão da localização, cujo objetivo capturá-lo e detê-lo. O militar esclareceu as circunstâncias em que foi realizado o rastreamento de Moraes, diz matéria de Paolla Serra, no ‘Globo‘, que lembra a operação ‘Tempus Veritatis‘ deflagrada há cerca de um mês, contra o ex-presidente, ex-ministros e ex-assessores.
Na ocasião, Moraes escreveu, em sua conclusão, que a autoridade policial afirmou que Augusto Heleno Ribeiro Pereira, Marcelo Costa Câmara e Mauro César Barbosa Cid faziam parte de um grupo de inteligência paralela responsável por coletar informações para auxiliar o ex-Presidente Jair Messias Bolsonaro na consumação de um golpe de Estado e que eles teriam monitorado o ministro e outras autoridades com o objetivo de detê-las após a assinatura do decreto.
Assim, haveria um núcleo de inteligência, composto pelo trio, “que teria monitorado a agenda, o deslocamento aéreo e a localização” de Moraes “com o escopo de garantir a captura e a detenção do então chefe do Poder Judiciário Eleitoral nas primeiras horas do início daquele plano”.
Segundo a decisão, Cid e Câmara usavam o codinome “professora” para identificar Moraes em seus deslocamentos feitos entre Brasília e São Paulo no período coincidente com as informações relatadas pelos ex-assessores de Bolsonaro e também com as reuniões realizadas no Palácio da Alvorada sobre a confecção de uma minuta golpista.
“Considerando que a minuta do decreto que declarava o Golpe de Estado previa a prisão do ministro Alexandre de Moraes, o acompanhamento e monitoramento da autoridade – inclusive durante o Natal (24/12/2022) – demonstra que o grupo criminoso tinha intenções reais de consumar a subversão do regime democrático, procedendo a eventual captura e detenção do Chefe do Poder Judiciário Eleitoral“, afirma a decisão.

Prisão para o inelegível e sem anistia para esse criminoso.
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