Relatório final da PF entregue ao STF indiciou Bolsonaro, Braga Netto e mais 35 e cita crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes enviará à PGR (Procuradoria Geral da República) na segunda-feira (25/11) o relatório final do inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado para manter no poder o ex-presidente inelegível até 2030 Jair Bolsonaro (PL), mesmo com sua derrota na eleição de 2022 para o Presidente Lula.
Moraes manterá o sigilo do documento para um “trabalho tranquilo” da equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, informa o g1. O PGR quer “analisar tudo em conjunto, ver como tudo se encaixa“.
Gonet já tem um farto material dos inquéritos das vacinas e das joias do acervo presidencial. O inquérito do golpe, agora concluído, abarca essas investigações e ainda apurações sobre fake news, milícias digitais e tramas golpistas ocorridas antes e depois das eleições de 2022.
É chegado o momento de “ver o filme todo, e não fotografias” e entender como os inquéritos se conversam, e se os indiciamentos feitos pela Polícia Federal fazem ou não sentido. A avaliação na PGR é que uma eventual denúncia no caso do inquérito do golpe vai ficar para 2025.
“Um bom trabalho não se faz sem análise cuidadosa e criteriosa do material colhido, o que exige tempo”, diz Gonet, segundo integrantes da PGR. Para o trabalho, o procurador-geral da República tem à disposição uma equipe robusta de técnicos experientes.
Poderão participar desta análise os integrantes da Assessoria Jurídica Criminal (AJCRIM) no STF e do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos (GECAA) – que tem um coordenador ligado diretamente ao gabinete do PGR e mais oito procuradores auxiliares. Paulo Gonet supervisiona e acompanha tudo de perto.
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