A alunos do Curso de Direito da USP, o ministro disse que é preciso “ficar alerta” contra o “populismo extremista“: “Não podemos dar uma de Bambam contra o Popó, né? “, afirmou o ministro do STF – ASSISTA
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, citou a derrota de Bambam para Acelino Popó Freitas como um exemplo ruim de desatenção na defesa da democracia contra o populismo extremista do Brasil. A luta terminou com a vitória de Popó em apenas 36 segundos.
“Nós não podemos nos enganar, baixar a guarda, dar uma de Bambam contra o Popó, né? Que durou 36 segundos. Nós temos que ficar alertas e fortalecer a democracia, as instituições, e regulamentar o que precisa ser regulamentado“, disse sobre as fake news nas redes sociais.
Moraes discursou para alunos do curso de Direito da USP nesta segunda-feira (26/2). Segundo o magistrado, “vários juristas e cientistas políticos estão estudando” o extremismo bolsonarista no Brasil após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) iniciar ataques “amplificados” ao Judiciário, desde que se sentou na poltrona do Palácio do Planalto.
Cem citar Bolsonaro ou o bolsonarismo, Moraes disse que os “canhões” do “populismo extremista” foram intencionalmente direcionados à Justiça Eleitoral, especificamente porque é ela “que organiza, realiza, administra e julga as eleições”.
“Nós não podemos nos enganar, nós não podemos baixar a guarda. Não podemos dar uma de Bambam contra o Popó, né? Que durou 36 segundos. Temos que ficar alertas e fortalecer a democracia, fortalecer as instituições e regulamentar o que precisa ser regulamentado”, disse.
“Nós não podemos cair nesse discurso fácil de que regulamentar as redes sociais é ser contra a liberdade de expressão”, afirmou Moraes referindo-se às argumentações que também foram iniciadas por Bolsonaro, que cresceu politicamente por conta de fake news e discursos de ódio contra o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O argumento dos bolsonaristas, segundo o ministro, é “mentiroso” e “pretende propagar e continuar propagando discurso de ódio – a lavagem cerebral que é feita em milhões e milhões de pessoas”.
Para Moraes, “bastaria um artigo na lei” determinando que “o que não pode no mundo real, não pode no mundo virtual”.
“Então o nosso desafio, o desafio de todos como cidadãos e nós, como operadores do Direito, vocês, estudantes de Direito, é exatamente garantir que as redes sociais não sejam “terra de ninguém”, disse.
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