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Moraes dá 48 horas para que Bolsonaro e Valdemar expliquem motivo de estarem juntos, ante proibição

    Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro, em foto divulgação do PL | Alexandre de Moraes em foto de André Violatti /Ato Press / Agência O Globo | Sobreposição de imagens

    Ex-presidente e presidente do partido compareceram na convenção municipal do MDB, em São Paulo, quando foi oficializada a candidatura de Ricardo Nunes à reeleição como prefeito da capital paulista

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    O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes intimou o ex-presidente inelegível, Jair Bolsonaro (PL), bem como o presidente de seu partido, Valdemar Costa Neto, para que ambos expliquem o motivo de estarem juntos no dia 3 de agosto, na convenção municipal do MDB, em São Paulo, quando foi oficializada a candidatura de Ricardo Nunes à reeleição como prefeito da capital paulista.

    “Diante das inúmeras publicações jornalísticas com informações de que Valdemar Costa Neto e Jair Messias Bolsonaro estiveram presentes na convenção do MDB, em ato realizado no estacionamento da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, onde se oficializou a candidatura de Ricardo Nunes à reeleição à Prefeitura de São Paulo, embora devidamente cientes acerca da proibição de manterem contato, determino a intimação de ambos para que esclareçam, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, sobre o eventual descumprimento da medida cautelar diversa da prisão fixada anteriormente“, diz a sentença do magistrado, conforme transcrição na coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles.

    Segundo o texto, a decisão foi assinada na quinta-feira (8/8) e o jornalista lembra que desde 7 de fevereiro de 2024, Valdemar e Bolsonaro estão proibidos de entrar em contato direto por decisão de Moraes.

    A proibição de comunicação entre Bolsonaro e Costa Neto foi estabelecida no contexto da Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal com o objetivo de apurar a tentativa de um golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Para contornar essa restrição, os dois criaram uma logística para evitar encontros na sede do PL em Brasília, e usam Dana Vidal Costa, esposa de Valdemar, como interlocutora para se comunicarem.

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