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Moraes concede prisão domiciliar a Bolsonaro após 122 dias na cadeia

Decisão do STF, tomada nesta terça-feira (24/mar), atende parecer favorável da PGR e prioriza recuperação de saúde do ex-presidente sem abrir mão da aplicação da lei

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Alexandre de Moraes
Alexandre de Moraes / Foto: Gustavo Moreno / STF | Jair Bolsonaro / Imagem reprodução redes sociais

RESUMO
 
URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO
 


Brasília (DF) · 24 de março de 2026

Autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro foi determinada nesta terça-feira (24/mar) pelo ministro Alexandre de Moraes.

A medida, válida por 90 dias, foi tomada após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e considera o estado de saúde do ex-presidente, que se recupera de broncopneumonia bilateral desde 13 de março.

A autorização atende ao pedido humanitário da defesa e permite que Bolsonaro cumpra a pena em casa enquanto segue tratamento médico.

A decisão reforça a aplicação equilibrada da lei, preservando tanto a ordem pública quanto direitos fundamentais.

Bolsonaro passou 122 dias preso antes de Moraes determinar a domiciliar.

O período inclui a estadia na Papudinha, cela especial na Penitenciária da Papuda, em Brasília, onde o ex-presidente cumpre condenação de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

A transferência ocorre após Michelle Bolsonaro se reunir com o ministro e apresentar laudos médicos.

A prisão domiciliar não suspende a execução da pena, mas adapta o regime às condições clínicas atuais.

A medida mantém as restrições impostas anteriormente, como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de visitas não autorizadas.

Especialistas ouvidos pelas fontes destacam que a decisão do STF exemplifica o funcionamento regular das instituições democráticas, garantindo que a justiça atue com proporcionalidade mesmo em casos de alta visibilidade.

A Polícia Federal já prepara a logística da transferência.

A DECISÃO

Trata-se de uma decisão judicial proferida pelo Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) , no âmbito da Execução Penal (EP 169) . O documento analisa o pedido da defesa de Jair Messias Bolsonaro para que ele fosse autorizado a cumprir o restante de sua pena em regime de prisão domiciliar humanitária.

Jair Messias Bolsonaro foi condenado a 27 (vinte e sete) anos e 3 (três) meses de prisão, em regime inicial fechado, por uma Ação Penal julgada procedente. Atualmente, ele cumpre pena em uma Sala de Estado Maior, localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar (PMDF) , dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília/DF.

A defesa do ex-presidente, representada pelos advogados Celso Sanchez VilardiSaulo Lopes SegallPaulo Amador T Alves da Cunha Bueno e Luciana Lauria Lopes, já havia solicitado a prisão domiciliar anteriormente, mas o pedido foi negado e a decisão foi confirmada pela Primeira Turma do STF.

O novo pedido surge após uma intercorrência de saúde. No dia 13/3/2026, Jair Messias Bolsonaro apresentou um mal-estar súbito em sua cela, sendo removido para o Hospital DF Star. Lá, foi diagnosticado com broncopneumonia aspirativa. A defesa argumenta que, embora o local atual tenha atendimento médico, ele não consegue garantir o acompanhamento contínuo e a resposta imediata que o estado de saúde do ex-presidente agora exige, defendendo que o ambiente domiciliar é mais adequado para sua recuperação.

A Procuradoria Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente ao pedido, recomendando a flexibilização do regime para o momento, em razão do quadro clínico.

Na sua decisão, o Ministro Alexandre de Moraes faz um extenso relato para justificar seu posicionamento. Primeiro, ele descreve as condições privilegiadas da sala onde Jair Messias Bolsonaro está detido. O local possui 64,83 m², com quarto, sala, cozinha, banheiro com água quente, geladeira, TV e espaço externo. O apenado recebe 5 refeições diárias, tem horário livre para banho de sol e caminhadas, e recebe visitas frequentes da esposa, filhos e advogados. A saúde dele é acompanhada 3 vezes ao dia por uma equipe composta por dois médicos clínicos, três enfermeiros e outros profissionais.

Para reforçar a qualidade do atendimento, o ministro destaca que, em um período de 56 diasJair Messias Bolsonaro recebeu 206 atendimentos médicos, 40 visitas de terceiros, 18 sessões de fisioterapia e 48 sessões de caminhada. No dia anterior ao mal-estar, a equipe médica local atestou sua boa condição física e mental. O ministro também ressalta que o sistema de custódia funcionou com eficiência, pois o apenado foi rapidamente removido ao hospital e que ele próprio poderia ter acionado antes um botão do pânico disponível em sua cela.

O magistrado também reafirma os argumentos que já haviam sido usados pela Primeira Turma do STF para negar o pedido anterior. Ele menciona que Jair Messias Bolsonaro descumpriu reiteradamente medidas cautelares quando estava em liberdade e que praticou uma violação grave ao danificar um equipamento de monitoramento eletrônico com solda elétrica, o que caracterizou uma tentativa de fuga.

Apesar de manter que as condições do 19º Batalhão da Polícia Militar são adequadas e seguras, o Ministro Alexandre de Moraes reconhece que o fato superveniente da broncopneumonia aspirativa cria uma situação excepcional. Com base na literatura médica, que indica que a recuperação de um idoso de 71 anos de uma pneumonia pode levar de 45 a 90 dias, o ministro decide conceder a prisão domiciliar de forma temporária.

Assim, ele AUTORIZA A PRISÃO DOMICILIAR HUMANITÁRIA TEMPORÁRIA para Jair Messias Bolsonaro pelo prazo inicial de 90 (noventa) dias, a contar da data de sua alta hospitalar. Esse período é destinado à sua integral recuperação da broncopneumonia. Após esse prazo, a situação será reavaliada.

A decisão estabelece um conjunto rigoroso de regras que Jair Messias Bolsonaro deverá cumprir em sua residência:

  • Uso de tornozeleira eletrônica com monitoramento diário.

  • Visitas restritas à esposa, filha e enteada (que moram no local), e aos filhos Flávio Nantes BolsonaroCarlos Nantes Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro em horários específicos.

  • Suspensão de todas as demais visitas por 90 dias, para garantir um ambiente controlado e evitar riscos de infecção.

  • Autorização para visitas de advogados e médicos, com nomes a serem cadastrados.

  • Proibição total de uso de celular, telefoneredes sociais ou qualquer meio de comunicação externa.

  • Proibição de acampamentos, manifestações ou aglomerações em um raio de 1km da residência.

Comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal é responsável por fiscalizar o cumprimento das medidas, com vistorias em veículos e visitantes. O descumprimento de qualquer uma das regras implicará na revogação imediata do benefício e no retorno do ex-presidente ao regime fechado. Por fim, é autorizada a retomada do serviço de seguranças a que Jair Messias Bolsonaro tem direito como ex-presidente, devendo seus nomes ser informados ao tribunal.

Detalhes adicionais sobre as condições exatas da domiciliar devem ser divulgados em breve pelo STF.

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3 comentários em “Moraes concede prisão domiciliar a Bolsonaro após 122 dias na cadeia”

    1. Que solte todos os presos doentes e pobres tbm , ele tinha q apodrecer na cadeia , a cadeia no Brasil é so pra pobre ,lula ficou 580 dias preso

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