
Alexandre de Morares – Foto de Rosinei Coutinho/STF | Jair Bolsonaro durante última internação – Imagem reprodução X/@FlavioBolsonaro
Aliados do ex-presidente temem pena em regime fechado determinada pelo ministro inflexível na defesa da democracia, no inquérito da trama golpista – SAIBA MAIS
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Brasília, 20 de junho de 2025
No enfrentamento do inquérito que investiga tentativa de golpe de Estado em 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) terá uma condenação quase certa, de acordo com pessoas próximas ao réu no processo sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O político inelegível até 2023 pretende solicitar prisão domiciliar argumentando sequelas resultantes do atentado que sofreu em 2018, informou a Coluna do Estadão.
Contudo, o ânimo entre seus correligionários sobre o tema é tenso, em se considerando a inflexibilidade de Moraes em processos que envolvem riscos à ordem democrática.
Bolsonaro é acusado de cinco crimes graves: tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado com violência e deterioração de patrimônio tombado.
As penas máximas somadas podem ultrapassar 40 anos de prisão, segundo especialistas. A investigação aponta que o ex-presidente teria conhecimento de uma minuta golpista que previa a prisão de autoridades, incluindo o próprio ministro relator.
Durante interrogatório no STF, em 10 de junho de 2025, Bolsonaro negou envolvimento em planos de ruptura democrática e pediu desculpas ao ministro por declarações passadas.
No entanto, aliados temem que as provas, incluindo depoimentos do réu colaborador Mauro Cid, fortaleçam a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A ação penal está em fase de instrução, com julgamento previsto para o segundo semestre de 2025.
Assim, a saúde de Bolsonaro é o argumento central para a defesa devido à crença de que complicações intestinais, por exemplo, justificariam a conversão da pena para regime domiciliar.
Contudo, a decisão final caberá à Primeira Turma do STF, que já aceitou a denúncia por unanimidade em março de 2025.
Além da trama golpista, Bolsonaro enfrenta outras investigações, especialmente a da ‘Abin Paralela’, que pode agravar sua situação jurídica.
Apesar de setores do governo Lula acreditarem que a Corte pode optar por prisão domiciliar devido à saúde do ex-presidente, o desfecho permanece incerto.
O temor de aliados é o de uma condenação severa.











