A estratégia também inclui a criação de uma “ala golpista” no Complexo Penitenciário mais famoso do Brasil
Brasília, 27 de agosto de 2025
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, planeja determinar que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra eventual pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, caso seja condenado no inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado contra a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo informações publicadas pelo Metrópoles, o julgamento está marcado para iniciar em 2 de setembro e deve se estender até 12 de setembro, na Primeira Turma do STF.
Fontes próximas ao ministro indicam que Bolsonaro seria mantido em uma cela especial na Papuda, descartando a possibilidade de cumprimento de pena em unidades militares ou na Polícia Federal (PF).
A estratégia de Moraes também inclui a criação de uma “ala golpista” na Papuda, destinada a outros réus condenados no mesmo inquérito.
“Só um milagre ou uma crise grave de saúde tiram Bolsonaro da Papuda após o julgamento definitivo”, afirmou um interlocutor próximo ao ministro.
Essa decisão contrasta com o tratamento dado a outros ex-presidentes presos. Lula, por exemplo, ficou detido em uma sala especial na Superintendência da PF em Curitiba, enquanto Michel Temer foi transferido para o Comando de Policiamento de Choque da Polícia Militar em São Paulo após um período na PF.
Já Fernando Collor de Mello, preso em abril, passou por um presídio comum em Maceió antes de obter prisão domiciliar.
Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o início de agosto de 2025, por ordem de Moraes, com uso de tornozeleira eletrônica e restrições como proibição de contato com embaixadores, autoridades estrangeiras e outros investigados, além de veto ao uso de redes sociais, direta ou indiretamente.
A medida foi reforçada após o ex-presidente descumprir cautelares, como a publicação de conteúdos por terceiros, incluindo seus filhos Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, em redes sociais.
“A Justiça é cega, mas não é tola”, declarou Moraes em decisão anterior, ao advertir que novos descumprimentos poderiam levar à prisão preventiva.
A Polícia Federal (PF) indiciou Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro em 20 de agosto de 2025 por tentativa de obstrução de Justiça no inquérito do golpe.
A investigação aponta que ambos atuaram para pressionar autoridades dos Estados Unidos por sanções contra o Brasil, com o objetivo de interferir no julgamento.
Um áudio mostra Eduardo Bolsonaro admitindo esforços para “salvar o pai”, reforçando as acusações de Moraes. No entanto, a decisão de Moraes tem gerado controvérsias.
A Transparência Internacional criticou a prisão domiciliar de Bolsonaro, classificando-a como uma “tentativa de silenciamento incompatível com o Estado de Direito” devido a fundamentos jurídicos considerados frágeis.
Além disso, a imposição de medidas cautelares, como a proibição de uso de redes sociais, levantou debates sobre possível censura prévia.
O cenário político também foi impactado pela reação do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, que anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros em retaliação às medidas contra Bolsonaro.
A prisão domiciliar complicou negociações entre o governo Lula e Trump, aumentando a tensão diplomática.
Enquanto isso, apoiadores de Bolsonaro realizaram protestos em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Pará, exibindo bandeiras dos EUA e mensagens contra Moraes e Lula.








Ele é um criminoso perigoso, e tem que ir para a papuda.
Bozo preso numa PENITENCIÁRIA…
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