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    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    21 de agosto de 2026

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta sexta-feira (21/ago) a retomada das visitas permanentes de Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar humanitária.

    A medida encerra o prazo de suspensão de 30 dias imposto após descumprimento de condições judiciais e reforça os limites à atuação política durante o cumprimento da pena.

    O despacho:

    Nos termos dos artigos 21 e 341 do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, transcorrido o prazo de suspensão de visitas em virtude do descumprimento das condições judiciais por JAIR MESSIAS BOLSONARO, salvo médicos, advogados e fisioterapeutas, AUTORIZO a retomada do regime de visitas permanentes de Carlos Nantes Bolsonaro e Jair Renan Valle Bolsonaro, nos mesmos horários, condições e medidas de segurança anteriormente fixados, estando vedada a finalidade político-eleitoral e a divulgação de manifestos políticos-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado, nos termos da decisão de 17/7/2026
    Alexandre de Moraes
    Alexandre de Moraes
    Ministro do STF


    Em 17 de julho, Moraes determinou a suspensão total das visitas por 30 dias, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados, após o senador Flávio Bolsonaro divulgar a “Carta aos brasileiros”, escrita pelo pai.

    O ato foi considerado violação das restrições impostas ao regime de prisão domiciliar.

    O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela chamada trama golpista.

    O benefício da prisão domiciliar humanitária decorre de seu suposto estado de saúde frágil.

    A manutenção do veto a encontros com finalidade político-eleitoral e a proibição de divulgação de manifestos, inclusive por terceiros, reforçam a proteção ao processo eleitoral de 2026.

    Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, permanece impedido de visitar o pai até depois do primeiro turno, marcado para outubro.

    O despacho exige autorização prévia do STF para qualquer outra pessoa. Eventual novo descumprimento poderá levar à reavaliação imediata do benefício, com possível reversão para o regime fechado.

    A decisão foi comunicada à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, ao Núcleo de Custódia da Polícia Militar e à Procuradoria-Geral da República.

    A defesa de Jair Bolsonaro informou ao STF nesta sexta-feira (21/ago) que retomaria o agendamento das visitas gerais.

    O episódio se insere no contexto mais amplo de controle judicial sobre a execução da pena de quem atentou contra as instituições democráticas.

    A rigorosa observância das condições impostas pelo Supremo Tribunal Federal permanece como pressuposto para a manutenção do regime atual.



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