Bastidores do STF revelam encontro estratégico entre governador e ex-presidente preso por liderar trama golpista; implicações para o xadrez político de 2026 agitam Brasília
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou visita de Tarcísio de Freitas a Jair Bolsonaro na Papuda em 22/jan, das 8h às 10h. Também liberou acessos de Diego Torres Dourado e Bruno Scheid. Este é o primeiro encontro pós-prisão de Bolsonaro, que cumpre pena desde 15/jan. Bastidores indicam discussões sobre anistia e eleições 2026, com Tarcísio descartando candidatura presidencial. Visitas familiares seguem permitidas, em meio a tensões políticas.
Brasília (DF) · 20 de janeiro de 2026
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu permissão para que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), encontre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Complexo Penitenciário da Papuda, na ala reservada conhecida como Papudinha.
O agendamento ocorreu para quinta-feira, 22/jan, com duração prevista entre 8h e 10h, conforme despachos judiciais divulgados nesta terça-feira (20/jan).
A autorização atende a petição da defesa de Bolsonaro, detido desde 15/jan na instalação de segurança máxima, após transferência da Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Na mesma resolução, Moraes estendeu o aval a Diego Torres Dourado, cunhado do ex-mandatário e irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, além de Bruno Scheid, pecuarista e vice-presidente do Partido Liberal (PL) em Rondônia.
O reencontro marca o primeiro desde setembro de 2025, quando Bolsonaro ainda se encontrava em regime domiciliar cautelar. Na ocasião, conforme detalhado pela VEJA, Tarcísio rechaçou pretensões à sucessão presidencial em 2026 e defendeu a concessão de anistia ao aliado.
“Não sou candidato a nada em 2026”, teria declarado o governador, posicionando-se como pilar de apoio inabalável.
Por sua vez, o O Globo ressalta o contexto temporal: o diálogo surge logo após a designação de Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência pelo PL, insinuando articulações para alinhar forças da direita conservadora em meio a adversidades jurídicas.
Complementando o panorama, a Folha revela que Tarcísio intercedeu ativamente junto ao STF por uma conversão da pena em domiciliar, embora sem êxito até o momento.
Já o UOL enfatiza a preservação de prerrogativas familiares, permitindo acessos regulares de Michelle, Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Laura Firmo Bolsonaro, além da enteada Leticia Marianna Firmo da Silva, em horários ampliados.
Essa dinâmica reflete não apenas protocolos penitenciários, mas também o entrelaçamento entre esferas de poder, onde visitas transcendem o âmbito pessoal e adentram estratégias eleitorais.
Analistas ponderam que o episódio pode sinalizar tentativas de recomposição de alianças, especialmente considerando o isolamento imposto a Bolsonaro e o ascendente protagonismo de Tarcísio no cenário nacional.
Até esta publicação, não emergiram despachos adicionais do STF ou manifestações públicas dos envolvidos; eventuais desdobramentos serão cobertos em atualizações subsequentes.

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