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Moraes permite que Bolsonaro receba estímulo craniano na Papudinha

    Terapia inovadora na prisão: decisão permite sessões de neuromodulação contra insônia, ansiedade e soluços no complexo penitenciário, suscitando questionamentos sobre cuidados de saúde em custódia

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    Bolsonaro quando
    Bolsonaro quando estava preso na Policia Federal antes de ir para a Papudinha / Imagem reprodução/g1
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Brasília (DF) · 01 de março de 2026

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu autorização para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realize sessões de neuromodulação não invasiva por estímulo elétrico craniano (CES) nas dependências do 19º Batalhão de Polícia Militar, conhecido como Papudinha, parte do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

    Essa medida visa mitigar sintomas como insônia, ansiedade, depressão e crises recorrentes de soluços que afetam o detento desde sua prisão.

    A petição foi protocolada pela defesa de Bolsonaro na sexta-feira (20/fev), solicitando permissão para que o psicólogo e neurocientista Ricardo Caiado acesse a unidade prisional três vezes por semana, preferencialmente ao entardecer, para aplicar o tratamento.

    O procedimento, descrito como não invasivo, envolve a colocação de clipes auriculares bilaterais que emitem correntes elétricas de baixa intensidade no crânio, com sessões durando entre 50 minutos e uma hora.

    De acordo com laudo médico de 18 páginas anexado ao pedido, o ex-mandatário já se submeteu a essa terapia em abril de 2025, obtendo resultados positivos na regulação neurofisiológica.

    A autorização veio na sexta-feira (27/fev), estipulando as sessões às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre às 19h, respeitando os protocolos de segurança do presídio. Segundo relatório da CNN Brasil, o tratamento é indicado para aliviar o quadro de soluços persistentes, que inclusive interrompeu visitas recentes de senadores ao detento.

    Bolsonaro precisou ser medicado na quarta-feira anterior após episódios intensos durante encontro com parlamentares. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses por condenações relacionadas a eventos políticos, completando seis meses de detenção em fevereiro de 2026.

    Os advogados enfatizaram a necessidade de proximidade ao horário de repouso noturno para maximizar os benefícios terapêuticos. Em declaração, a equipe médica afirma que o CES consiste em “aplicação de correntes elétricas no cérebro por meio de eletrodos, geralmente colocados nos lóbulos das orelhas”, promovendo equilíbrio neural sem intervenções cirúrgicas.

    O tratamento é respaldado por evidências científicas para transtornos afetivos – apesar de não ser este o caso de Bolsonaro – e distúrbios do sono.

    O termo transtornos afetivos, utilizado em laudos e petições médicas relacionadas ao caso, refere-se a uma categoria diagnóstica consolidada na psiquiatria que abrange condições caracterizadas por alterações persistentes ou episódicas no humor, na afetividade e na regulação emocional — entre elas a depressão maior, o transtorno bipolar e quadros de distimia.

    A estimulação elétrica craniana (CES) tem sido estudada principalmente para o alívio de sintomas como depressão, ansiedade e insônia, que frequentemente se manifestam no espectro desses transtornos.

    Embora a petição da defesa de Bolsonaro destaque melhoras observadas em sono, ansiedade e depressão durante aplicação prévia da técnica, a literatura científica sobre CES aponta efeitos moderados nesses quadros, com modulação de neurotransmissores como serotonina e dopamina, sem, contudo, substituir tratamentos convencionais.

    Essa deliberação do STF não apenas atende a uma demanda humanitária, mas também acende discussões sobre o equilíbrio entre punição e direitos à saúde em ambientes carcerários, especialmente para figuras de proeminência política.

    Analistas jurídicos especulam se isso pavimenta o caminho para pedidos de prisão domiciliar, dado o laudo pericial da Polícia Federal que diminui chances de transferência imediata.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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