Ex-ministro do GSI, condenado a 21 anos, alega diagnóstico antigo para pleitear prisão domiciliar, mas STF exige documentos médicos e questiona omissão durante mandato
Brasília, 29 de novembro 2025
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu neste sábado, 29/nov, um prazo de cinco dias para que a defesa do general da reserva Augusto Heleno apresente documentos complementares que comprovem o diagnóstico de Alzheimer alegado pelo ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Heleno, 78 anos, foi preso na última terça-feira, 25/nov, no âmbito do caso da trama golpista, após o trânsito em julgado da condenação a 21 anos de prisão.
Ele foi encaminhado para detenção no Comando Militar do Planalto, em Brasília.
O general é acusado de integrar o núcleo crucial de uma organização criminosa com o objetivo de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder, mesmo após a derrota nas urnas.
Alegação de Saúde e Questionamentos de Moraes
Durante o exame de corpo de delito, procedimento médico-legal realizado no momento da prisão para verificar as condições físicas, Augusto Heleno alegou conviver com a doença desde 2018.
O registro médico aponta que ele “Refere ser portador de Demência de Alzheimer em evolução desde 2018, com perda de memória recente importante, prisão de ventre e hipertensão, em tratamento medicamentoso (polifarmácia)”, conforme transcreveu og1.
A defesa do general entrou com pedido de prisão domiciliar, citando o quadro de saúde.
Em seguida, a Procuradoria-Geral da República (PGR), por meio do procurador-geral Paulo Gonet, manifestou-se a favor da prisão domiciliar por “razão humanitária”, afirmando que “as circunstâncias postas” indicavam “a necessidade de reavaliação da situação do custodiado.”
Contudo, no despacho deste sábado, Moraes solicitou à defesa a apresentação do exame inicial que identificou ou registrou os sintomas de demência mista (Alzheimer vascular) em 2018, incluindo prontuários, bem como documentos comprovando consultas e os médicos que acompanharam a evolução da doença durante o período.
O ministro também questionou a defesa se Heleno havia informado sobre o diagnóstico ao serviço de saúde da Presidência da República, ao Ministério ou a algum outro órgão na época em que foi ministro de Bolsonaro, entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022.
Moraes destacou que, em interrogatório judicial realizado em 10/jun/2025, o réu “respondeu a todas as perguntas de seu defensor que, em momento algum, alegou problemas cognitivos.”
Augusto Heleno foi ministro do GSI durante todo o mandato do governo Bolsonaro.

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Se estava doente, como a presidência a época o aceitou como ministro, qual o papel ético do médico neste contexto? Deixou um cidadão com problemas mentais assumir um cargo público e ficou calado? Qual a responsabilidade do presidente a época? Quem deveria averiguar os antecedentes? Fica difícil aceitar a narrativa. Se busca fugir a prisão a responsabilidade pela mentira é própria, Se estava realmente doente, temos outras responsabilizacoes a fazer.
Chupá …que a cana é doce. 🤥🤥🤥🤥
Se tem a doença des de 2018 tem que comprovar o início do tratamento! Precisa do laudo médico e Cid.
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