“A engrenagem é conhecida: personaliza-se o conflito, desloca-se o foco e cria-se um personagem conveniente para o desgaste público“, escreve sobre o estado de “alerta máximo nos magnatas do sistema financeiro nacional” contra o ministro – SAIBA O MOTIVO

Brasília · Domingo, 28 de dezembro 2025
A mudança de ventos em favor do ministro do STF, Alexandre de Moraes, notório defensor da democracia brasileira, ganhou uma nova análise feita pelo jornalista Esmael Morais em seu blog, neste domingo (28/dez).
O magistrado deixou de ser um aliado tático para se tornar o “alvo preferencial” da “velha mídia corporativa” e de setores influentes do sistema financeiro.
De acordo com Morais (com “i”), Moraes (com “e”) passou a ocupar o “centro do tabuleiro” após sua atuação na Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), colegiado da Corte máxima de Justiça do Brasil responsável por julgar, principalmente, processos criminais de autoridades com foro privilegiado.
As condenações do núcleo bolsonarista pela tentativa de golpe de Estado seria a principal causa para o ministro ter se tornado alvo da mídia nacional.
O autor argumenta que não se trata de uma simples “reação do Estado”, mas de um fenômeno cíclico onde figuras institucionais são descartadas assim que deixam de servir a interesses econômicos específicos.
O roteiro histórico do “algoz descartável”
A análise de Esmael Morais traça um paralelo contundente com outros momentos da história do Brasil. Durante a Ditadura Militar, “os mesmos polos que flertaram com os torturadores do regime de exceção” acabaram abandonando seus aliados quando a pressão interna e internacional tornou o cenário insustentável.
O mesmo padrão foi observado na Lava Jato. O punitivismo foi “celebrado, financiado e amplificado” enquanto servia para reorganizar o capital e o poder.
Contudo, quando os excessos apareceram, os antigos entusiastas agiram como se nunca tivessem participado do processo. Para Esmael, Alexandre de Moraes vive hoje o momento em que o “algoz do momento torna-se intolerável quando começa a incomodar estruturas maiores”.
O estopim: Banco Master e a “caixa preta” do sistema
O ponto de ruptura com a Faria Lima não é ideológico, mas financeiro. O desconforto atingiu o ápice quando o ministro Dias Toffoli determinou acareações no inquérito que investiga fraudes envolvendo o Banco Master, o BRB e o Banco Central.
Ao colocar frente a frente o dono do Banco Master, o ex-presidente do BRB e um diretor do Banco Central, o Judiciário ameaçou expor o que o autor chama de “retrato cru do sistema”.
A suspeita é que o método de operar — prometendo ganhos exorbitantes e transferindo riscos para a sociedade — seja a regra, e não a exceção. A reação do setor, portanto, não seria moral, mas sim uma estratégia “defensiva”.
A blindagem do Banco Central e o “conluio de método”
A resposta do mercado foi imediata e coordenada. Entidades que representam cerca de 90% do setor bancário publicaram uma nota em defesa do Banco Central, utilizando o argumento da “insegurança jurídica” e da “autonomia técnica”.
Na visão de Esmael Morais, existe um “conluio de método”:
1. A “velha mídia corporativa” constrói a narrativa de desgaste do ministro.
2. O sistema financeiro utiliza a narrativa da “independência” do Banco Central como escudo político.
Para o autor, essa independência, na prática, tornou a autoridade monetária mais sensível aos interesses dos “abutres da Faria Lima” e menos voltada ao interesse público.
A lição que fica, segundo o artigo Morais (com “i”), é que as oligarquias utilizam o Estado para maximizar lucros, mas “soltam a mão do algoz” assim que o jogo deixa de ser previsível.

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