Ministro do STF discursou no ato “Democracia Inabalada“, no início da noite desta segunda-feira (8/1), para marcar um ano dos atos de vandalismo e depredação dos palácios dos Três Poderes, por manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas
Em seu discurso no ato “Democracia Inabalada”, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), relator de todos os processos referente ao ‘8 de Janeiro’, afirmou que “após a tentativa frustrada de golpe de Estado“, o Brasil vive a “união das autoridades dos 3 Poderes em torno da Constituição e em defesa da Democracia“.
Moraes agradeceu à ministra aposentada Rosa Weber, que segundo ele trabalhou na Corte “com coragem, firmeza, competência e genuíno senso de liderança” para a “”reconstrução física do Supremo Tribunal Federal, em tempo recorde e para a abertura do ano judiciário em 1º de fevereiro.
Weber era a presidente do Supremo durante os ataques de manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas. “Presidente Rosa, a Democracia permaneceu inabalada. Parabéns!“, disse Moraes.
O magistrado disse ainda que a data de hoje serve para “reafirmar que somos um único país, um único povo, e que a Paz e União de todos os brasileiros e brasileiras devem estar no centro das prioridades do 3 Poderes e de todas as Instituições“.
E para “o fortalecimento da Democracia“, não se pode confundir “Paz e União com impunidade, apaziguamento ou esquecimento. Impunidade não representa Paz, nem União“.
O ministro também mandou um recado para os seguidores de Bolsonaro, sem contudo citar o bolsonarismo ou o nome do ex-presidente que foi declarado “inelegível” sob sua Presidência no TSE (Tribunal Superior Eleitoral):
“Todos aqueles que pactuaram, covardemente, com a quebra da Democracia e a tentativa de instalação de um estado de exceção, serão devidamente investigados, processados e responsabilizados na medida de suas culpabilidades“.
“Hoje, também é o momento de olharmos para o futuro e de reafirmarmos a urgente necessidade de neutralizar um dos grandes perigos modernos à Democracia: a instrumentalização das redes sociais pelo novo populismo digital extremista“, afirmou, implicitando as fake news.
“Há necessidade da edição de uma moderna regulamentação, como vem sendo discutido no Mundo democrático“, disse, citando como exemplo a União Europeia e no Canadá.
“”As recentes inovações em tecnologia da informação e acesso universal às redes sociais, com o agigantamento das plataformas (big techs), amplificado em especial com o uso de Inteligência Artificial (IA), potencializaram a desinformação premeditada e fraudulenta com a amplificação dos discursos de ódio e antidemocráticos“, afirmou.
“A ausência de regulamentação e a inexistente responsabilização das redes sociais, somadas a falta de transparência na utilização da inteligência artificial e dos algoritmos tornaram os usuários suscetíveis à demagogia e à manipulação política, possibilitando a livre atuação no novo populismo digital extremista e de seus aspirantes a ditadores, finalizou o ministro.
