Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo
    Toque e saiba mais sobre o tema

    Mojtaba, Líder Supremo do Irã, íntimo da IRGC, promete vingança pela morte do pai em paralelo com ameaças de Trump

    — calculando —
    Mojtaba Khamenei, Líder Supremo do Irã

    📷 Mojtaba Khamenei – atual Líder Supremo do Irã que assumiu o cargo máximo em 8 de março de 2026 é filho do falecido Aiatolá Ali Khamenei, morto em ataque conjunto dos EUA e de Israel ao país persa / Foto: Middle East Forum

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Teerã (IR)
    11 de julho de 2026

    O líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, declarou neste sábado (11/jul) que vingar a morte do pai é “a exigência da nação” e “certamente” acontecerá.

    A fala, divulgada por escrito no X, coincide com uma ameaça direta do presidente Donald Trump, que prometeu “decimar” o Irã caso o país tente assassiná-lo — elevando a tensão num momento em que negociadores tentam salvar um cessar-fogo frágil.

    Pai de Mojtaba Khamenei - Imam Ali Khamenei
    Logo Urbs Magna Giratório Logo Urbs Magna Fixo

    Pai de Mojtaba Khamenei, o Imam Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro de 2026 após ataque coordenado entre EUA e Israel / CRÉDITO: Canal de Mojtaba no Telegram | TRADUÇÃO DA LEGENDA: “QUE VOCÊ DESFRUTE DO DOCE NÉCTAR DO MARTÍRIO – Ó pai martirizado da Ummah! Que você desfrute do doce néctar do martírio, pelo qual você ansiou por toda a sua vida. Que o manto do martírio seja uma bênção sobre você – com um corpo que carrega as marcas de sua mãe, a pura Fatimah Zahra, e de seus antepassados, Abu Abdillah al-Hussain e Abulfazl al-Abbas (que a paz e as bênçãos estejam com eles). – Ayatollah Sayyid Mojtaba Khamenei | 9 de julho de 2026”


    O que Khamenei disse, e por qual canal

    A declaração de Mojtaba Khamenei — filho do aiatolá Ali Khamenei, morto em fevereiro nos ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel que abriram a guerra — foi divulgada no X, neste sábado (11/jul), reproduzindo mensagem do Telegram, prática recorrente do novo líder, que segundo a France 24 não aparece publicamente desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

    Na mensagem, ele afirmou: “Nós nos comprometemos a vingar o sangue do líder mártir e de todos os mártires destas duas guerras contra os assassinos criminosos e desonrados”, segundo trecho reproduzido pelo Times of Israel. Veja abaixo:

    Twitter Embed Customizado Twitter Embed Customizado Twitter Embed Customizado Twitter Embed Customizado Twitter Embed Customizado Twitter Embed Customizado Twitter Embed Customizado Twitter Embed Customizado Twitter Embed Customizado Twitter Embed Customizado Twitter Embed Customizado Twitter Embed Customizado


    As publicação reproduzem as originais no Telegram, postadas durante a última etapa das cerimônias fúnebres de Ali Khamenei, encerradas com o sepultamento em Mashhad na quinta-feira (09/jul), depois de dias de procissões que levaram o caixão também ao Iraque.

    A mídia estatal iraniana, incluindo a agência semioficial Tasnim e o canal Press TV, tem coberto extensivamente as homenagens ao antigo líder, classificando-o como “mártir” e amplificando o discurso de continuidade do regime sob o comando do filho, hoje elevado ao posto de aiatolá.

    A ameaça de Trump no Truth Social

    Horas antes, Trump havia publicado em sua rede, o Truth Social, uma mensagem extensa alertando que “1000 mísseis estão prontos e travados” apontados contra a República Islâmica do Irã, com “milhares de outros” a seguir, caso o governo iraniano concretize ameaças de assassiná-lo — mencionadas, segundo o presidente americano, “em vários cantos do globo”.

    Trump acrescentou que “ordens já foram dadas” e que as Forças Armadas dos Estados Unidos estão prontas para “decimar e destruir completamente todas as áreas do Irã” por um período de um ano, prorrogável.

    A publicação termina com a frase “PRAISE BE TO ALLAH” — expressão que o presidente já havia usado em ameaças anteriores contra o país persa, segundo reportagem da Euronews.

    Truth Social Embed Customizado


    A escalada retórica tem origem concreta: durante o funeral de Ali Khamenei, cartazes e faixas erguidos por manifestantes pediam abertamente a morte de Trump e do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, com um deles trazendo a frase “We Will Kill Trump”, fotografada pela agência Associated Press e reproduzida pela Euronews.

    Funeral do Aiatolá Ali Khamenei em Mashhad
    Logo Urbs Magna Giratório Logo Urbs Magna Fixo

    Nesta foto divulgada pelo gabinete do Líder Supremo do Irã, pessoas em luto cantam e erguem os punhos durante a cerimônia fúnebre final do falecido Líder Supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, no Santuário do Imã Reza, antes de seu sepultamento em Mashhad, nordeste do Irã, em 9 de julho de 2026. (Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP) / Urbs Magna

    Funeral do Aiatolá Ali Khamenei - Vamos matar Trump
    Logo Urbs Magna Giratório Logo Urbs Magna Fixo

    Uma participante do funeral do ex-Líder Supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, carrega placa com inscrição “Vamos matar Trump” enquanto ele e outras pessoas participam do cortejo fúnebre em Teerã / imagem em upscale de foto AP / Urbs Magna


    Serviços de inteligência israelenses também alertaram Washington sobre um plano “altamente específico e ativo” de atentado contra o presidente americano, segundo apurou a CNN.

    O pano de fundo: cessar-fogo por um fio

    O acordo provisório assinado em junho entre Estados Unidos e Irã, mediado pelo Paquistão, previa a suspensão das hostilidades, o fim do bloqueio naval americano e a reabertura do Estreito de Hormuz, corredor por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás comercializados no mundo.

    Ataques iranianos contra embarcações no estreito nesta semana levaram a novos bombardeios americanos e a retaliações do Irã contra alvos ligados aos Estados Unidos na região, o que fez Trump declarar unilateralmente que o cessar-fogo estava “encerrado” — embora tenha, no dia seguinte, aceitado prosseguir com as negociações, segundo cobertura da NPR.

    Paralelamente, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra um financista ligado a Mojtaba Khamenei, classificando-o como uma figura escondida “enquanto seu regime desmorona”, nas palavras do secretário do Tesouro Scott Bessent.

    O chanceler iraniano Abbas Araghchi classificou a medida como violação do acordo firmado em junho.

    A análise do Urbs Magna aponta que a combinação entre um líder iraniano ainda invisível ao público — que governa por comunicados escritos, sem aparições em vídeo ou áudio desde que assumiu — e um presidente americano que conduz política externa por postagens em rede social cria um ambiente de escalada difícil de calibrar diplomaticamente: ameaças transmitidas por Telegram e Truth Social carregam peso de Estado, mas escapam aos canais tradicionais de verificação e resposta diplomática.

    Sob a ótica deste portal, o padrão de retórica extrema seguida por reaberturas pontuais de negociação — já visto múltiplas vezes neste conflito — sugere que a guerra de nervos segue sendo, por ora, mais funcional às duas partes do que uma ruptura definitiva do acordo.

    A mensagem original

    Em publicação no Telegram, na última quinta-feira (9/jul), durante os cerimoniais fúnebres que homenagearam seu pai, Mojtaba Khamenei postou um texto em pdf dizendo que seu pai era profundamente influenciado pelos princípios de Imam Hussain (neto do Profeta Muhammad). Ele pensava, agia e lutava como Hussain, e foi martirizado no caminho da escola Hussaini, unindo seu sangue ao de Karbala.

    Segundo Mojtaba, a Revolução Islâmica do Irã é fundamentalmente Hussaini em sua essência. O grito de inocência de Imam Hussain – “Hal min nasirin yansuruni” (Há alguém para me socorrer?) – ecoou através da história, inspirando a revolução e agora reanimando a nação iraniana. Esse clamor se espalhou do Irã ao Iraque e a outras nações.

    Mojtaba expressou sua sincera gratidão pela enorme participação de dezenas de milhões de pessoas nas cidades de Teerã, Qom, Najaf, Karbala e Mashhad, que compareceram ao funeral em um ato histórico que frustrou os inimigos.

    Mojtaba fez um juramento solene diante do corpo do pai: proteger seu legado, seguir seu caminho reto, não temer dificuldades e vingar seu sangue puro, assim como o sangue de todos os mártires. Ele afirmou que os assassinos, cujos nomes estão documentados, não terão uma morte pacífica – a vingança será executada independentemente da presença dele ou de qualquer outro oficial, e pessoas de espírito livre ao redor do mundo realizarão partes dessa missão divina.

    Mojtaba dirigiu-se ao Imam Reza (santo sepultado em Mashhad), dizendo que o corpo martirizado de seu pai, descendente do Imam, agora repousa ao lado dos mártires da família do Imam em solo sagrado. Ele confiou seu pai e seus companheiros à graça e bondade do Imam Reza.

    Mojtaba expressou a esperança de que seu pai estará entre os companheiros do Imam Mahdi (o Remanescente de Deus) quando ele reaparecer, cumprindo o Pacto de Alast. Ele acredita que esse dia está próximo e que o Líder martirizado estará novamente ao lado do Imam na luta pela causa divina.

    Por fim, Mojtaba ofereceu condolências ao Imam Mahdi, pedindo que ele rogue a Deus pelas mais elevadas posições a todos os mártires, paciência e recompensa divina às famílias enlutadas, e uma vitória certa e iminente para a nação oprimida do Irã.

    Mensagem central

    Mojtaba apresentou seu pai como um líder Hussaini que viveu e morreu pelos ideais de Karbala, convocou a nação à unidade e à vingança contra os assassinos, e expressou sua fé na reaparição do Imam Mahdi e na vitória final da causa divina.

    Carregando PDF…

    Em Nome de Deus, o Compassionado, o Misericordioso
    A paz esteja sobre você, ó Thar Allah [aquele cujo sangue pertence a Deus, e cujo sangue o próprio Deus vingará] e filho de Thar Allah, o Solitário cujo sangue ainda aguarda a vindicação final de Deus. A paz esteja sobre você, e sobre seu avô, seu pai, sua mãe, seu irmão, e os Infallíveis entre seus descendentes.
    Paz e bênçãos estejam sobre o Imam cujo chamado vivificante de sua revolta fez ecoar o poderoso e ressonante eco da missão do Profeta [a Bi’thah] reverberando através das profundezas da história e, em última análise, dando origem à Revolução Islâmica do Irã. Esta foi uma revolução que era fundamentalmente Hussaini em sua natureza, construída e nutrida sobre os slogans e princípios do Imam Hussain (que a paz esteja com ele). O Líder martirizado do Irã também cresceu sob esses mesmos princípios. Ele era Hussaini em caráter; ele pensava como Hussain, agia como Hussain, e engajava-se em jihad e resistência de maneira semelhante ao Imam Hussain (que a paz esteja com ele). Ele viveu pelo exemplo de Hussain, e, em última análise, sacrificou seu sangue no caminho da escola de pensamento Hussaini ao ser martirizado.
    Entre os seguidores de Hussain estão aqueles cujo sangue, quando injustamente derramado em seu caminho e por sua escola de pensamento e ideais, move a Umma Muçulmana à ação, de modo que seu tempo se une a Ashura e seu lugar a Karbala. E agora, esse mesmo fervor Hussaini reanimou nossa nação e revelou a escola do Grande Khomeini e do martirizado Khamenei sob uma nova luz. Este é o clamor vivificante que ecoa o grito de inocência do Imam Hussain e seu chamado de “Hal min nasirin yansuruni” [“Há algum auxiliar para vir em meu socorro?”] – um eco que reverbera através do Irã, e subsequentemente no Iraque e em outras nações, enviando tremores através dos alicerces da falsidade. Nesta ocasião, é apropriado estender minha sincera gratidão pela incrível, devastadora para os inimigos, e histórica comparecimento de dezenas de milhões de pessoas em todas as cidades e vilarejos do Irã e do Iraque, particularmente em Teerã, Qom, Najaf, Karbala e Mashhad.
    Nossa nação busca vingar o sangue de Hussain. Por anos, esta grande nação tem sacrificado seus filhos no caminho de Hussain, combatendo os inimigos de Hussain e os inimigos do caminho de Hussain. Hoje, esta nação busca vingar seu sangue e o sangue das pessoas como Hussain de nosso tempo.
    Agora, dirijo estas palavras ao nosso Líder martirizado: Ó Líder injustamente assassinado! Ó você que foi oprimido, mas é exaltado! Ó servo justo de Deus! Ao nos despedirmos de seu corpo com olhos marejados e corações partidos, prometemos salvaguardar seu legado, percorrer firmemente o caminho reto que você traçou, não temer dificuldades ao longo do caminho, e apegar nossos corações às promessas divinas e boas-novas como você fez. Prometemos vingar seu sangue puro e o sangue de todos os mártires destas duas guerras, tomando vingança contra os assassinos criminosos e desonrosos. Esta vingança é o que nossa nação está exigindo, e isto deve definitivamente ser feito. Esses criminosos, cujos nomes estão totalmente documentados, do mais alto ao mais baixo escalão, levarão seu sonho de uma morte pacífica na cama para o túmulo. Eles devem saber que esta ação não depende da minha presença ou da de qualquer outro oficial. Estejamos nós aqui ou não, isto será feito. Em breve, pessoas de espírito livre em todo o mundo realizarão cada uma uma parte desta missão divina.
    Ó pai martirizado da Umma! Que você desfrute do doce néctar do martírio, que você ansiou por toda a sua vida. Que a vestimenta do martírio seja uma bênção sobre você – com um corpo que carrega as marcas de sua mãe, a pura Fátima Zahra, e de seus ancestrais, Abu Abdillah al-Hussain e Abulfazl al-Abbas (que a paz e as bênçãos estejam sobre eles). E a vocês, seus companheiros inocentes, que foram pegos de surpresa no ataque do inimigo e alcançaram o martírio! Parabéns, pois agora vocês são os hóspedes daquele Mestre cuja bondade e graça vocês talvez tenham experimentado muitas vezes. Ele, que é o portal da misericórdia divina para todos e especialmente para o povo desta terra, é agora seu anfitrião, e o santuário de sua presença é agora seu lar.
    E a você, ó Mestre exaltado! Ó magnânimo! Ó Imam benevolente! Ó Abu al-Hassan al-Reza al-Murtaza, que as mais altas bênçãos de Deus estejam sobre você! Hoje, o corpo dilacerado e quebrado de um servo dentre seus servos que é um de seus puros descendentes, após anos de dedicação incansável e luta incessante, repousa neste solo sagrado ao lado dos corpos dos mártires de sua família. Cada um é um lembrete de um mártir da planície de Karbala. Aqui eles descansarão até o dia em que, pelo comando de Deus, o sol que ilumina o mundo, o Remanescente de Deus na terra (que Deus apresse sua nobre reaparição), emerga de trás das nuvens do ocultamento para irradiar a luz da misericórdia de Deus sobre as pessoas na terra. Naquele dia, que temos esperança de que chegará muito em breve, estrelas dentre os verídicos, os mártires e aqueles mais próximos de Deus o acompanharão. Temos esperança de que nosso Líder martirizado seja um deles, mais uma vez exibindo cenas brilhantes e sem paralelo na luta pela causa de Deus e na fidelidade ao Pacto de Alast. E talvez esses companheiros estejam novamente ao seu lado naquele dia.
    Ó Mestre benevolente! Nós confiamos a você nosso Líder, que dedicou tudo o que possuía à sua causa, e com ele seus companheiros martirizados. Nós os confiamos à sua graça, à sua bondade e ao seu cuidado amoroso, orando para que, assim como foram abençoados com sua graça durante suas vidas na terra, doravante recebam sua graça em uma medida ainda maior e mais abundante.
    Em conclusão, estendemos nossas condolências mais uma vez ao nosso Mestre, o Remanescente de Deus [Imam Mahdi] (que Deus apresse sua nobre reaparição). Humildemente suplicamos àquela figura magnânima e bondosa que direcione suas puras orações para o Líder martirizado do Irã, seus companheiros martirizados e todos os outros mártires. Que ele suplique a Deus, o Exaltado e Altíssimo, para conceder a todos os mártires as mais elevadas posições, para conceder paciência e uma recompensa divina às suas famílias enlutadas, e para conceder à nação oprimida do Irã uma vitória certa e iminente, se Deus quiser.
    Sayyid Mojtaba Hosseini Khamenei
    Tir 18, 1405 [9 de julho de 2026]

    Chanceleres do Irã e mediadores do Catar seguem em conversas neste fim de semana em Omã para tentar reabrir integralmente o Estreito de Hormuz e reduzir a tensão.
    O Urbs Magna acompanha os próximos desdobramentos e traz mais detalhes assim que surgirem novas confirmações.

    FAQ rápido

    Quem é Mojtaba Khamenei?
    É o segundo filho do aiatolá Ali Khamenei, escolhido pela Assembleia de Especialistas do Irã como novo líder supremo após a morte do pai, em fevereiro de 2026, durante os ataques dos Estados Unidos e de Israel.

    O que Trump ameaçou fazer com o Irã?
    Disse, em post no Truth Social, que 1.000 mísseis estão prontos para atingir o país e que as Forças Armadas americanas podem “decimar” todas as áreas do território iraniano caso haja tentativa de assassiná-lo.

    O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã ainda está de pé?
    Formalmente, Trump declarou o cessar-fogo encerrado após ataques iranianos no Estreito de Hormuz, mas negociadores de Catar e Omã seguem mediando conversas para evitar o colapso total do acordo.



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

     

    Comente com moderação

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading