A jornalista foi lembrada pelo ex-presidente, que se solidarizou após Eduardo Bolsonaro sentir “pena da cobra” com que militares a torturaram na ditadura
A jornalista Míriam Leitão respondeu a uma mensagem de solidariedade do ex-presidente LULA, após Eduardo Bolsonaro afirmar no Twitter que sentiu “pena da cobra” com que militares a torturaram quando estava grávida de seu filho, na década de 70.
No início do ano passado, Leitão contou, no Globo, que seus torturadores a trancaram em uma sala escura e lá dentro colocaram uma jiboia.
Na semana passada ela fez uma crítica ao presidente Jair Bolsonaro no Twitter. Depois, o parlamentar printou a mensagem e escreveu “Até hoje com pena da cobra”.
Congressistas e outros jornalistas passaram os últimos dias se solidarizando com Míriam Leitão. Hoje, o LULA enviou mensagem à Míriam, após ela ter sido “vítima daqueles que defendem o indefensável: as torturas e os assassinatos praticados pela ditadura“, escreveu o ex-presidente.
“Seres humanos não precisam concordar entre si, mas comemorar o sofrimento alheio é perder de vez a humanidade“, pontuou o ex-presidente.
A jornalista gostou. Após responder várias mensagens solidárias, chegou a vez de falar com LULA:
“Obrigada, LULA, por essa mensagem de solidariedade, que reforça valores fundamentais na democracia: o respeito entre pessoas, mesmo quando divergem, e a empatia que deve prevalecer entre seres humanos”.
