Miriam Leitão: “Bolsonaro só faz picuinha com covid-19 e não presta nada ao Brasil”

Leitão, em sua coluna deste sábado (11), faz um balanço do descaso de Bolsonaro, que “trata o coronavírus com a displicência de sempre“, em matéria intitulada “Os 30 dias que abalaram o Brasil” onde relata as datas críticas da atuação do presidente desde o dia 10 de março quando esteve nos EUA com sua comitiva.

Bolsonaro esfrega o nariz e cumprimenta idosa / Miriam Leitão em Charge de Amarildo – fotomontagem Et Urbs Magna

Naquela data Bolsonaro chocou o mundo ao afirmar que tudo não passava de uma “fantasia” da imprensa e apesar de ter retornado ao país com 23 infectados mesmo assim participou de manifestação contra o Congresso e o Supremo, no dia 15, quando “cumprimentou inúmeros manifestantes, desprezando os cuidados para prevenir o contágio” quando, apenas 2 dias depois, ocorreu “a primeira morte confirmada.

A jornalista destaca que, apesar da emergência decretada pelo Sudeste, o presidente continuou dizendo que tudo estava bem e que “esse vírus trouxe alguma histeria”. Chamou Dória de “lunático”, defendeu a cloroquina e no dia 19 pediu o fim do confinamento dizendo que era só “uma gripezinha, um resfriadinho”

Depois, no dia 26, disse que “o brasileiro tem que ser estudado, ele não pega nada. Você vê o cara pulando em esgoto ali, sai, mergulha tá certo?”. No dia seguinte desconfigurou um pouco sua narrativa: “algumas mortes terão, paciência”. E logo estava dizendo: “alguns vão morrer? Vão, ué. Essa é a vida”. E no dia 30: “vocês acham que gente morrerão? Vai morrer gente”.

Finalmente, no dia 31, transformou seu discurso: “Esse é o maior desafio da nossa geração”, disse Bolsonaro. Mas os trechos foram inseridos por militares. Em 1/04 postou vídeo com fake sobre desabastecimento na Ceasa de Belo Horizonte e, no mesmo dia, comparou o coronavírus à chuva: “Você vai se molhar, mas não vai morrer afogado”.

Em pronunciamento esta semana, se solidarizou com as famílias das vítimas mas o objetivo era defender a cloroquina e usou o argumento de que o médico Roberto Kalil a usara e, até agora, tem fritado Mandetta, desautorizando tudo o que ele recomenda.

Por fim, Miriam Leitão encerra sua matéria concluindo que Bolsonaro não serve para ser presidente. Mas note que Leitão defendeu o golpe contra o Brasil desde a deposição de Dilma sendo também, por isso, responsável por tudo de pior que está acontecendo com nosso país. A Globo é ameaçada pelo presidente de perder sua concessão e a jornalista presta seu trabalho na defesa dos interesses dos Marinho.

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