“Nos dois anos, o PIB acumulou alta de quase 7%. Os serviços cresceram 3,7%, a indústria de transformação cresceu 3,8%, o consumo das famílias 4,8%, o investimento 7,3% . O resultado é de se comemorar” – SAIBA MAIS
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“O balanço dos dois primeiros anos do governo Lula na economia é positivo, com um crescimento de 3,4% em 2024, superando o ano anterior e dobrando as projeções do mercado“, escreve a jornalista com foco em Economia, Míriam Leitão, no Globo deste domingo (09/mar). A colunista do jornalão reconhece Lula 3 ao argumentar sobre que o “PIB per capita cresceu 3%” em 2024, “após um aumento de 3,2% em 2023“.
“Em 2025, a safra de grãos pode ser recorde, e as isenções de tarifas de importação têm efeito residual“, escreve. “O crescimento de 3,4% em 2024 superou o do ano anterior, além de ser o dobro do que foi projetado pelo mercado no começo do ano. Foi melhor porque não dependeu de um setor só, foi puxado pelo consumo das famílias e pelo investimento. O PIB per capita cresceu 3%. Isso depois de alta de 3,2% em 2023“
“Nos dois anos, o PIB acumulou alta de quase 7%. Os serviços cresceram 3,7%, a indústria de transformação cresceu 3,8%, o consumo das famílias 4,8%, o investimento 7,3%. Muitos números bons sustentaram o PIB, apesar da queda forte da agropecuária de 3,2%. O resultado é de se comemorar”
Leitão destaca que o “mau humor” nas pesquisas de opinião sobre a aprovação do governo do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pode ser resultado da perda de fôlego do PIB no último trimestre. “A alta dos últimos três meses ficou em 0,2%, quando o consumo das famílias caiu 1%“
“O câmbio subiu, empurrou a inflação e fez o Banco Central iniciar um forte choque de juros. Com o aperto monetário, o país crescerá menos este ano. Mas vai crescer“, avalia Leitão.
“Há várias projeções, que vão de 1,5% a quase 2%, mesmo com os juros estarem subindo muito e rápido. Na próxima reunião do Copom, haverá nova alta de um ponto percentual. Em seguida, devem vir mais duas novas altas de meio ponto a cada reunião“, prevê a jornalista.
Os indicadores deste começo de 2025 mostram que a Economia está mais fraca, mas receberá novamente a ajuda da agropecuária. A safra de grãos pode ser recorde. Isso ajuda no PIB e no preço dos alimentos. A situação é bem diferente de 2023, quando tudo jogou a favor e houve deflação de alimentos“, calcula.
A agropecuária será importante para o PIB de 2025, mas a decisão de zerar tarifas de importação de alguns produtos terá efeito limitado, pois a safra é o principal fator. Embora a redução da taxação seja positiva, o Brasil, sendo o maior produtor de café, não se beneficiará da queda do imposto devido à falta global do produto avalia a jornalista.
Segundo ela, o Brasil também se destaca na produção de carne e açúcar, enquanto o ICMS é o imposto que mais impacta os preços dos alimentos; no entanto, tarifas zeradas podem trazer benefícios em algumas situações, conforme anunciou o governo federal, na semana passada.
COMO FUNCIONA O PIB
O Produto Interno Bruto (PIB) é a principal medida da atividade econômica do Brasil, representando o valor total de bens e serviços finais produzidos dentro do território nacional em um período específico. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é responsável por calcular e divulgar o PIB trimestral e anual, via metodologias alinhadas com padrões internacionais, como o Sistema de Contas Nacionais da ONU.
O PIB brasileiro é calculado por três abordagens:
➡️Produção (Valor Adicionado): Soma do valor agregado por todos os setores (agropecuária, indústria e serviços).
➡️Renda: Soma das remunerações dos fatores de produção (salários, lucros, juros e aluguéis).
➡️Despesa: Calculado pela fórmula ( \text{PIB} = C + I + G + (X – M) ), onde C = Consumo das famílias; I = Investimentos privados e estoques; G = Gastos do governo; e X – M = Exportações menos importações.
A Composição Setorial se divide em Serviços (Maior contribuição (cerca de 70% do PIB), incluindo comércio, transporte e finanças); Indústria (Cerca de 20%, com destaque para automóveis, petróleo e mineração); e Agropecuária ( Aproximadamente 5-10%, mas crucial para exportações (soja, carne, café)).
Os Componentes Principais são:
➡️Consumo das famílias: Principal motor do PIB, influenciado por emprego e crédito;
➡️Investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo): Inclui infraestrutura e maquinário, muitas vezes impactado por incertezas políticas;
➡️Setor externo: Superávits comerciais são comuns devido a commodities, mas vulneráveis a preços globais (ex.: soja e minério de ferro).
➡️Gastos do governo: Inclui salários e investimentos públicos, limitados por teto de gastos e dívida pública.
Os Ajustes e Métricas utilizados para o cálculo são o PIB Nominal vs. Real (O IBGE divulga ambos, ajustando a inflação pelo Índice de Preços implícito); PIB per capita (Divisão do PIB anual pela população, refletindo (mas não igualando) bem-estar médio; e Sazonalidade (Dados trimestrais são ajustados para variações sazonais (ex.: safras agrícolas)).
Os Fatores que Impactam o PIB Brasileiro são as Commodities (Oscilações nos preços internacionais afetam exportações e investimentos); o Cenário político (Reformas estruturais (ex.: previdência em 2019) e instabilidade influenciam confiança); Crises globais (na pandemia de COVID-19 a queda foi de 4,1% em 2020, além da recessão de 2015-2016,provocando -7% no acumulado); e a Taxa de câmbio (Desvalorização do Real pode estimular exportações, mas elevar custos de importações).
O PIB enfrenta desafios na medição, como a Economia informal (Estimada em cerca de 40% da força de trabalho, parcialmente incluída via métodos indiretos) e Dificuldades regionais (Disparidades entre Sudeste (55% do PIB) e Norte/Nordeste (menor participação)), além de limitações, pois não captura desigualdade. O Brasil tem alto Índice de Gini – medida estatística que avalia a desigualdade de renda ou riqueza em uma determinada população – ou sustentabilidade ambiental. Além disso, seu foco é direcionado para atividades formais, subestimando contribuições informais e domésticas.
Mas, conclusivamente, tem importância como base para políticas econômicas, rating de crédito e decisões de investimento, bem como para comparações internacionais. Em resumo, o PIB brasileiro reflete uma economia diversificada, mas vulnerável a choques externos e internos. Seu cálculo rigoroso pelo IBGE permite monitorar ciclos econômicos.




















