Futuro do gestor dos Direitos Humanos e Cidadania na pasta será decidido pelo estadista após conversa com a ministra da Igualdade Racial, que foi procurada e não quis comentar sobre a bomba na Esplanada dos Ministérios que já era tratada por CGU
O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 78, terá uma conversa com Anielle Franco, 40, antes de decidir o que fará com o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, 48, acusado de assédio sexual contra a ministra da Igualdade Racial e mais mulheres.
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O movimento Me Too, que acolhe vítimas de violência sexual, confirma as denúncias contra Almeida. A ONG de defesa das mulheres diz que elas foram atendidas por meio de seus canais e receberam acolhimento psicológico e jurídico.
Segundo o portal de notícias Metrópoles, Anielle foi procurada e não quis comentar, o que pode revelar a veracidade das informações que colocam tudo a perder para Almeida, que na noite de quinta-feira (5/9) emitiu nota de repúdio às denúncias.
Segundo Igor Gadelha, jornalista que assina as matérias sobre o caso, as denúncias dos supostos episódios de assédio sexual já circulavam há meses entre outros integrantes do primeiro escalão do governo Lula.
Pelo menos quatro ministros, além de auxiliares diretos do estadista, relataram que já tinham conhecimento de queixas sobre o comportamento inapropriado de Almeida.
Segundo o texto, a CGU (Controladoria-Geral da União), responsável por lidar com casos de assédio moral e sexual dentro do serviço público federal, também já havia recebido o assunto recentemente.
O Presidente Lula posa para selfie com a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco | Imagem divulgada nas redes sociais