“Maldito seja essa criatura das trevas que por aqui atende por Marcelo Queiroga“, exclamou um perfil no Twitter. O gestor da pasta afirmou que mortes de crianças estão em nível baixo, quando a covid matou uma pessoa de 5 a 11 anos a cada 2 dias
O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, está sendo chamado de “assassino” na rede social Twitter, durante toda esta quinta-feira (23/12), por “protelar” a vacinação de crianças brasileiras. Um perfil na plataforma perdeu a compostura e exclamou: “Maldito seja essa criatura das trevas que por aqui atende por Marcelo Queiroga“, que afirmou a jornalistas, hoje, que que mortes de crianças estão em nível baixo, quando na verdade a covid matou uma pessoa de 5 a 11 anos a cada 2 dias.
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O ministro disse que não vê emergência em imunizar crianças nesta faixa etária: “Os óbitos de crianças estão dentro de um patamar que não implica em decisões emergenciais. Isso favorece que o ministério possa tomar uma decisão baseada na evidência científica de qualidade, na questão da segurança, na questão da eficácia. Afinal de contas, nós queremos levar para os pais e para as mães uma palavra de conforto e de esperança”, declarou Queiroga.
O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) disse que “cedo ou tarde, esse ministro que se presta a ser assassino auxiliar de Bolsonaro vai ter que prestar contas à Justiça”.
“Bolsonaro é o assassino de sempre. Queiroga é o assassino auxiliar da vez“, acrescentou o parlamentar em outro tuíte. “Desde o começo da pandemia, 301 óbitos foram registrados nessa faixa etária, mas governo federal reluta em iniciar vacinação“.
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O número significa 14,3 mortes por mês, ou uma a cada dois dias.
“A faixa etária de 5 a 11 anos é onde se identifica menos óbitos em decorrência da Covid-19. Cada vida é importante. Nós lamentamos por todas as vidas. Agora, o Ministério da Saúde tem que tomar as suas decisões com base nas evidências científicas”, acrescentou Queiroga.
Na quarta-feira (22), a Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 trouxe alguns dados preocupantes. Foram 2.978 diagnósticos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid em crianças de 5 a 11 anos, com 156 mortes, em 2020. Em 2021, já foram registrados 3.185 casos nessa faixa etária, com 145 mortes.
O advogado de defesa do ex-presidente LULA, Cristiano Zanin Martins, disse que “protelar a vacinação das crianças é algo repulsivo e inconstitucional” e citou o “art. 196” da Constituição Federal.
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Já o vereador gaúcho, Leonel Radde (PT-RS), disse que “Queiroga é um homicida igual ao seu chefe Bolsonaro”.
O camarista ainda questionou: “Crianças morrendo sem vacinação e o criminoso quer uma consulta pública sobre o tema? O Brasil vai seguir aceitando essa matança?“
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Mas o ministro parece estar mais preocupado em agradar seu chefe. Assim como Bolsonaro afirmou, Marcelo Queiroga também defendeu que os técnicos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que aprovaram a vacinação para crianças tenham seus nomes divulgados.
“O serviço público é caracterizado pela publicidade dos seus atos. Todos os técnicos que se manifestam em processos administrativos […] tem que ser publicados os atos”, disse o ministro.
Ele ainda elogiou Bolsonaro: “O presidente é um grande líder, tem nos apoiado fortemente aqui no Ministério da Saúde”, disse.
No início da noite, o ministro atacou o governador de São Paulo, João Doria, em outra demonstração de alinhamento com ‘o chefe’.
Doria criticou a fala de Queiroga ao dizer que “não há patamar aceitável de óbitos para crianças“. O ministro da Saúde printou o tuíte do governador e disse que ele “quer reescrever a história para tentar se eximir de ter feito a pior gestão durante a pandemia entre todos os Estados” e que “os paulistas não merecem um governo tão medíocre”.
O ministro ainda maquiou a responsabilidade do governo no início da gestão da pandemia que ceifou a vida de mais de 618 mil brasileiros ao argumentar que “vacinas salvam vidas sim e o governo do presidente Jair Bolsonaro foi o responsável por comprar e distribuir cerca de 400 milhões de doses a todos os brasileiros”.
O “resultado” foi uma “diminuição em 90% do número de óbitos e casos desde que aceite a missão delegada pelo meu Presidente!“, destacou o ministro.
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