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Ministro Carlos Lupi foi alertado sobre fraudes no INSS em 2023, mas ação da pasta demorou, revelam atas

    Ministro Carlos Lupi foi alertado sobre fraudes no INSS em 2023, mas ação da pasta demorou, revelam atas


    Ministro da Previdência Social, Carlos Lupi | Imagem reprodução/JN


    Investigações apontam que esquema de descontos indevidos em aposentadorias movimentou bilhões, expondo negligência na gestão da Previdência Social – SAIBA MAIS

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    Brasília, 26 de abril de 2025

    Em junho de 2023, o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, foi alertado sobre indícios de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) envolvendo descontos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas.

    Durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), a conselheira Tonia Galleti solicitou a inclusão do tema na pauta, destacando denúncias sobre Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com entidades que realizavam os descontos.

    Apesar de Lupi reconhecer a relevância do assunto, ele rejeitou a discussão por questões de pauta e prometeu abordá-lo na reunião seguinte, o que não ocorreu.

    A primeira medida concreta do INSS só veio em março de 2024, quase um ano depois, quando novas regras para descontos foram publicadas, já sob pressão de investigações do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU).

    A CNN Brasil detalhou que o volume de descontos triplicou, alcançando R$ 250 milhões por mês, evidenciando a gravidade da negligência.

    A Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em abril de 2025, revelou que o esquema, iniciado em 2019 durante o governo Bolsonaro, desviou cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas até 2024.

    Onze entidades associativas são suspeitas de realizar os descontos sem autorização, muitas vezes envolvendo vítimas vulneráveis, como indígenas analfabetos e pessoas com deficiência, conforme relatório da CGU.

    O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, indicado por Lupi, foi afastado e posteriormente demitido por ordem do presidente Lula.

    O Jornal Nacional obteve atas que confirmam a demora de Lupi em agir, o que seria uma negligência desde 2019, com aumento exponencial dos descontos após 2022. Débora Floriano foi nomeada interina no INSS, enquanto busca um nome definitivo.

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    A crise expõe fragilidades na gestão da Previdência e alimenta debates sobre a responsabilidade política de Lupi. O g1 informou que o Planalto avalia que as investigações não justificam, por ora, a demissão do ministro, mas a oposição pressiona por explicações.

    O colunista Ricardo Kotscho, do UOL, publicou críticas questionando a inação de Lupi e a aliança entre PT e PDT.

    As investigações seguem, com a PF apontando que a direção do INSS, sob Stefanutto, chegou a liberar novos acordos em 2024, mesmo após denúncias.

    A devolução dos valores descontos indevidamente em abril está prevista para maio, enquanto a confiança na gestão da Previdência permanece abalada.

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