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Ministra do TSE pode tirar do jogo Nikolas, de Toni, Salles, Ramagem, Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro

    Nova corregedora eleitoral que assume Corte em breve trabalhará com a presidente Cármen Lúcia em processo que mira entorno do ex-presidente sobre disparo massivo de fake news contra Lula nas eleições de 2022, podendo abreviar carreiras políticas – SAIBA QUEM É

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    A Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral, segundo o portal do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), é a unidade do responsável pela fiscalização da regularidade dos serviços eleitorais em todo o país e pela orientação de procedimentos e rotinas a serem observados pelas corregedorias eleitorais em cada unidade da Federação e pelos cartórios eleitorais, gestionando o cadastro eleitoral que tutela os dados biográficos e biométricos nele inseridos, além de gerenciar os serviços que envolvem esses dados.

    É exercida por um corregedor-geral ou por uma corregedora-geral da Justiça Eleitoral, eleito(a) pela Corte entre os ministros e ministras do Superior Tribunal de Justiça que compõem o Colegiado como membros efetivos, consoante determina a Constituição Federal, para exercício das funções e atribuições e pelas demais instruções específicas.

    A ministra Isabel Gallotti, que chegou a ser cotada para assumir uma cadeira no STF (Supremo Tribunal Federal) durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), será a nova xerife da Justiça Eleitoral quando assumir a Corregedoria do TSE, em setembro, quando terá sob sua alçada investigações que, além de poder impor condenações extras de inelegibilidade ao ex-presidente, têm o condão de tirar do jogo eleitoral figuras de proa do bolsonarismo, como os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG), Caroline de Toni (PL-SC), Ricardo Salles (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ), além de Flávio (PL-RJ), Eduardo (PL-SP) e Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), diz a ‘Veja‘.

    Gallotti ocupará a função que já foi de Benedito Gonçalves, relator da inelegibilidade de Bolsonaro que teve uma de suas falas viralizadas nas redes sociais. O ex-corregedor eleitoral ficou famoso por ter afirmado ao ministro Alexandre de Moraes, durante um evento: “Missão dada, missão cumprida“. Agora, a ministra herdará todos os processos de investigação eleitoral que acusam o ex-presidente e aliados dele de crimes como abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Dentre as atribuições da corregedoria eleitoral estão “inspecionar e corrigir os serviços eleitorais do País” e “supervisionar a polícia judiciária e evitar a prática de crimes eleitorais, zelando pela incolumidade do processo eleitoral“.

    Segundo o texto, o fato de as acusações girarem em torno do tema das fake news é apontado por advogados que acompanham o dia a dia do TSE como um fator que pode agilizar o julgamento do caso. Isso porque o combate a notícias fraudulentas é uma das principais pautas da futura presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia. A disposição da ministra de, ao suceder Moraes no posto, manter o TSE com a guarda fechada contra ataques digitais é lembrado por advogados como fator adicional de que a ação de investigação judicial eleitoral que acusa Jair Bolsonaro e outras 48 pessoas de integrar um ecossistema de fake news não ficará sem resposta.

    Gallotti, dizem advogados que acompanham a Justiça Eleitoral, tem independência e não tem perfil de engavetar casos rumorosos. Ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) indicada por Lula em 2010, é filha, neta e bisneta de integrantes do Supremo Tribunal Federal e casada com o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Walton Alencar Rodrigues, que, segundo a ‘Veja‘, em 2014 teve e-mails apreendidos pela Polícia Federal, revelando que ele repassava informações de dentro do tribunal para Erenice Guerra, então chefe da Casa Civil da presidente Dilma Rousseff.

    De perfil considerado mais conservador, Isabel Gallotti já julga ações eleitorais favoráveis ao ex-mandatário no TSE, como ordens para que fosse retirada do ar uma propaganda de Lula que associava Bolsonaro com atos de pedofilia e de violência armada e para que fosse dado direito de resposta ao então candidato à reeleição após ele ser associado a atos de corrupção via orçamento secreto.

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