“Estou orgulhosa das ruínas em Gaza e pelo fato de que todo bebê palestino, mesmo após 80 anos, contará aos netos o que os judeus fizeram quando suas famílias foram assassinadas, violadas e raptadas“, afirmou May Golan – ASSISTA
A ministra da ‘Igualdade Social e Empoderamento Feminino‘ de Israel disse, nesta quarta-feira (21/2), durante discurso, cujas imagens viralizaram nas redes sociais, que “bebês palestinos contarão aos netos o que os judeus fizeram” e que está “orgulhosa das ruínas em Gaza“.
Segundo , May Golan, “todo bebê palestino, mesmo após 80 anos, contará aos netos o que os judeus fizeram quando suas famílias foram assassinadas, violadas e raptadas“.
O trecho das imagens compartilhadas nas plataformas da internet mostram Golan iniciando a argumentação dizendo: “Então agora ouça, senhor Quinta Coluna: nem você nem seus parceiros, que estão defendendo você em casa e no exterior, importam para nós. Este governo não titubeia sobre você“, diz a ministra.
Quinta Coluna é uma expressão para se referir a grupos que ajudam o inimigo, com espionagem e propaganda contrária.
“Você pode continuar sonhando que terminaremos a guerra sem uma vitória. Não temos vergonha de dizer que queremos ver os soldados das FDI, nossos heróis e santos, pegando Sinwar e seus terroristas pelas orelhas e arrastando-os por toda a Faixa de Gaza, a caminho das masmorras da autoridade prisional.
FDI são as Forças de Defesa de Israel.
Yahya Sinwar é o líder palestino do Hamas.
“Mas a autoridade prisional de Ben Gvir. Não de Bar-Lev ou de Michaeli. Ou, na melhor das hipóteses, para um ou outro caixão“, disse.
Ben Gvir é o líder do partido de extrema-direita ‘Otzma Yehudit‘, que defende a deportação dos considerados “inimigos de Israel“.
Bar-Lev foi uma prisão no Canal de Suez que acabou sendo erodida em questão de horas por água pressurizada.
“Estou particularmente orgulhosa das ruínas em Gaza e que todo bebê, mesmo após 80 anos, contarão aos seus netos o que os judeus fizeram quando suas famílias foram assassinadas e violadas, e civis foram raptados“, afirmou a ministra.
“Vocês e seus amigos podem sonhar que vamos permitir que construam um governo. Se vocês acham que o prêmio pelo massacre dos judeus, a violação de mulheres, decapitação e sequestro de civis será se sentar em um “governo de mudança” , vocês estão sonhando“, disse.
“Vocês podem continuar gritando “paz e eleições já”, de Kaplan a Gaza, deixe-os ouvi-los. Nós temos uma missão. E a última coisa que permitiremos é que Ofer Casif suba o Monte do Templo com uma bandeira da Palestina“.
A Kaplan Street é uma importante via no centro de Tel Aviv.
Ofer Casif é um político da extrema esquerda de Israel.
Monte do Templo ou Nobre Santuário é o local sagrado dos judeus, cristãos e mulçumanos, onde estão localizadas a Mesquita de Al-Aqsa e a Cúpula da Rocha, construídas no século VII, referida pela imprensa como Esplanada das Mesquitas.
“E para Sinwar ser o ministro da Defesa do Estado Palestino, tal como seu irmão Arafat, nem uma pomba e nem um ramo de oliveira. Apenas uma espada para cortar a cabeça de Sinwar. É isso que ele receberá de nós“.
Yasser Arafat foi codetentor do Nobel da Paz. líder da Autoridade Palestina. presidente da OLP (Organização para a Libertação da Palestina), líder fundador da Fatah – Movimento de Libertação Nacional da Palestina – organização política e militar e maior facção da OLP, que defende a Solução de dois Estados.
Assista:
“Estou pessoalmente orgulhosa das ruínas de Gaza, e que todos os bebês [palestinos], mesmo daqui a 80 anos, contarão aos seus netos o que os judeus fizeram” — May Golan, Ministra da Igualdade Social e Empoderamento Feminino de Israel pic.twitter.com/FlkcunUr6i
— Jeff Nascimento (@jnascim) February 21, 2024
De acordo com o ‘Sputnik‘, as declarações sobre o conflito ganharam mais destaque após Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comparar, durante viagem oficial à Etiópia, o que ocorre em Gaza aos crimes cometidos pelo regime nazista.
A fala do presidente brasileiro gerou forte reação do governo de Israel, que exigiu uma retratação do líder.
O chanceler israelense, Israel Katz, considerou as palavras de Lula “promíscuas” e “delirantes” r queria um pedido de desculpas imediato. Depois, o estadista retirou de Israel o embaixador do Brasil.
O ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira emitiu nota dizendo: “Uma chancelaria dirigir-se dessa forma a um chefe de Estado, de um país amigo, o presidente Lula, é algo insólito e revoltante. Uma chancelaria recorrer sistematicamente à distorção de declarações e a mentiras é ofensivo e grave“.
