Ministério da Saúde pedirá incorporação da vacina contra Chikungunya no SUS
Agente de saúde aplica vacina em um idoso – Foto de Julia Prado-MS
Após aprovação do registro da vacina pela Anvisa, será solicitada análise da Conitec – comissão que avalia a inclusão de novas vacinas e outras tecnologias na rede pública de saúde – SAIBA MAIS
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Brasília, 15 de abril de 2025
O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (14/abr), que solicitará à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) a inclusão da vacina contra chikungunya no Sistema Único de Saúde, após sua aprovação pela Anvisa.
Desenvolvida pelo laboratório franco-austríaco Valneva em parceria com o Instituto Butantan, o imunizante demonstrou eficácia de 98,8% na produção de anticorpos em estudos clínicos realizados no Brasil e nos EUA.
A expectativa é que, com capacidade produtiva garantida, a vacina seja integrada ao Programa Nacional de Imunizações, ampliando a proteção contra a arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que causou 68,1 mil casos e 56 óbitos no Brasil até a mesma data, conforme informou o Ministério da Saúde.
A chikungunya, introduzida no Brasil em 2014, provoca febre alta e dores articulares intensas, podendo evoluir para quadros crônicos.
O imunizante, já aprovado nos Estados Unidos e na União Europeia, foi testado em 4 mil voluntários, apresentando alta imunogenicidade e segurança, de acordo com estudo publicado na revista The Lancet.
Uma segunda versão da vacina, com produção parcial no Brasil, está em análise pela Anvisa, o que pode reduzir custos e facilitar sua incorporação. A secretária de Vigilância em Saúde, Mariângela Simão, enfatizou que a iniciativa reforça o compromisso com a saúde pública.
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A incorporação da vacina representa um avanço no enfrentamento de arboviroses no Brasil, especialmente em regiões com alta incidência, como Mato Grosso e São Paulo.
O Ministério da Saúde já coordena esforços para ampliar o acesso a imunizantes, como a vacina contra a dengue, e agora busca incluir a chikungunya no calendário nacional, fortalecendo a rede de proteção contra doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
A decisão final dependerá da avaliação da Conitec, que analisará viabilidade e impacto no SUS.
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