O ministério da Defesa entra na pressão de Bolsonaro lançando suspeição, sem que haja provas, sobre a confiabilidade do sistema eletrônico de votação
Os militares estão montando equipes de oficiais para uma apuração paralela inédita das urnas eletrônicas, o que mostra que o ministério da Defesa entrou na pressão de Bolsonaro lançando suspeição, sem que haja provas, sobre a confiabilidade do sistema eletrônico de votação.
O plano do ministério da Defesa é uma fiscalização paralela com a atuação de uma equipe de patenteados do Exército, Marinha e Aeronáutica, cuja missão será especialmente elaborar o roteiro inédito de atuação dos militares.
As Forças Armadas dizem que não tem respostas dos mais de 80 questionamentos ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o processo eleitoral.
De acordo com a matéria no jornal O Estado de São Paulo, isso vai além das sugestões de segurança das urnas eletrônicas encaminhadas ao TSE, pois até agora a participação dos militares no processo eleitoral se limitava à ajuda na logística para transporte de urnas.
“A campanha à reeleição de Bolsonaro quer que as Forças Armadas promovam uma contagem de votos à margem da oficial, algo que os militares não haviam proposto originalmente. O PL, sigla do presidente, vai realizar uma auditoria privada, como defendem militares“, diz o texto.
A fiscalização será dividida em oito etapas, que vão da lacração das urnas, testes de autenticidade e integridade e verificação da totalização dos votos, na qual a contagem é comparada com os boletins de urna impressos. Numa dessas etapas, os militares pretendem cobrar da Corte que os equipamentos sejam submetidos a testes.
O ministro da Defesa e o presidente do TSE, Edson Fachin, não se falam mais. Trocam apenas ofícios. Os militares sustentam que as informações requisitadas à Justiça Eleitoral são “fundamentais” para o plano de fiscalização. As Forças Armadas afirmam que atuam “estritamente na legalidade”, com base em resolução do TSE que, em dezembro do ano passado, as legitimou como “entidades fiscalizadoras” nas eleições de 2022. Também constam na lista partidos políticos, a Ordem dos Advogados do Brasil, o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal, a Controladoria-Geral da União e a Polícia Federal, entre outros.
O tribunal descartou a adoção de sugestões ao pleito de 2022 que chegaram depois de janeiro, caso de parte das que foram enviadas pelas Forças Armadas.
Essas “estão sendo analisadas para os próximos ciclos eleitorais”. “A Justiça Eleitoral reitera que sempre foi aberta às sugestões e no momento está cumprindo a legislação eleitoral e finalizando os ajustes finais para que os sistemas eleitorais rodem perfeitamente no pleito”, disse o TSE.

Estão tentando intimidar os eleitores.
Não é à toa que não gosto de robôs!…
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