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Militares, incluindo os que planejaram matar Lula, Alckmin e Moraes, agora pedem anistia ao Presidente do Brasil

    Comando do Exército quer “zerar o jogo” e “desanuviar o ambiente político”, além de também aliviar a cota militar no corte de gastos

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    De acordo com a jornalista Eliane Cantanhêde, em sua coluna no jornal O Estado de S. Paulo, apesar de generais, coronéis e capitães estarem no centro do inquérito do golpe de Estado, o atual comando legalista do Exército lidera, junto ao Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dois movimentos das Forças Armadas, sendo um para defender o indefensável, que é a anistia dos golpistas, para “zerar o jogo” e “desanuviar o ambiente político”, e o outro para aliviar a cota militar no corte de gastos.

    O ministro da Defesa, José Múcio, e os três comandantes militares, general Tomás Paiva (Exército), almirante Marcos Olsen (Marinha) e brigadeiro Marcelo Damasceno (Aeronáutica), se reuniram com o estadista, no sábado (30/11).

    Cantanhêde argumenta que uma anistia a criminosos desse naipe seria “abrir a porteira” dos quartéis, multiplicar o erro histórico do Exército ao fechar os olhos para a transgressão do general Eduardo Pazuello ao subir num palanque de Bolsonaro e incinerar os princípios basilares de ordem, disciplina e patriotismo.

    A jornalista diz que nenhum dos dois pedidos dos militares faz sentido. Até agora, estão incluídos no inquérito sobre o golpe de Estado 25 militares, seis deles generais, diz Cantanhêde, que questiona: “Como “zerar o jogo”, anistiando quem desonrou a farda e participou de minutas de decretos, cronogramas, slogans, fakenews e ações para um golpe e até de planos para assassinar o presidente eleito, seu vice e um ministro do Supremo, então presidente TSE?“.

    “Nada poderia ser mais desastroso para o Brasil, particularmente para as Forças Armadas, do que passar pano“, completa a jornalista. “Bolsonaro provocar Lula e Alexandre de Moraes para decretarem (a sua) anistia, vá lá. Bolsonaro é Bolsonaro, capaz de qualquer absurdo e apontado como mandante de um golpe para instalar uma ditadura militar. Mas oficiais legalistas, sérios, respeitáveis, que entram de queixo erguido para a história, pedirem anistia para bandidos por corporativismo?“, argumenta a colunista.

    “Também não faz sentido as FA quererem rever a parte que lhes cabe no latifúndio do corte de gastos. O argumento é que, por exemplo, criar idade mínima de 55 anos para a reserva remunerada e acabar com a “morte ficta” (o sujeito expulso mantém a pensão integral para a família) desgasta os comandos junto às suas tropas para uma economia mínima do Tesouro“, escreve.

    “Se a economia é pequena, a perda dos militares também é. E por que livrar só as FA, se o mínimo, abono salarial, BPC, cultura, saúde, educação, supersalários nos Três Poderes e, mais adiante, as maiores rendas privadas estão na mira da tesoura? Todos têm de contribuir para o equilíbrio fiscal e, no caso dos militares, até mais por simbologia e exemplo do que por economia. O bônus para a imagem é melhor do que o ônus em certos bolsos. Tomara que os “pedidos” sejam só encenação para o “público interno”“, finaliza Cantanhêde.

    文

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