Deputado “lembra” que a “extrema-direita (sempre) diz que esse país vai mal“, mas o movimento da sociedade sob o governo Lula mostra que o Brasil está muito melhor do que sob Bolsonaro – SAIBA MAIS
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Brasília, 21 de abril de 2025
O deputado federal Elvino Bohn Gass (PT-RS) postou em seu perfil no X uma quantidade monstruosa de veículos, que foram enquadrados em uma única foto, e disse: “Sabe o que essa imagem mostra? Milhões de veículos voltando do feriadão de Páscoa no Brasil de Lula“.
O parlamentar lembrou que “a extrema-direita direita diz que esse país vai mal” e acrescentou que “quem vai mal, mesmo, é o discurso dessa turma de golpistinhas mentirosos“, devido à imagem que prova justamente o contrário. VEJA A SEGUIR:
Sabe o que essa imagem mostra? Milhões de veículos voltando do feriadão de Páscoa no Brasil de @LulaOficial. Mas a extrema-direita direita diz que esse país vai mal. Ora, quem vai mal, mesmo, é o discurso dessa turma de golpistinhas mentirosos. pic.twitter.com/qhqoUUQJ69
— Bohn Gass (@BohnGass) April 21, 2025
As imagens são da noite de quinta-feira (17/abr), quando o apresentador da SBT News reportou que “milhões, milhões e milhões de veículos” estavam estimados, segundo a Agência de Transportes do Estado de São Paulo, para “circular pelas rodovias de São Paulo ao longo dos feriados de Páscoa e Tiradentes“.
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A narrativa bolsonarista de que “o Brasil vai mal“, e que a terceira gestão do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é um “desgoverno“, frequentemente se baseia em críticas não embasadas na situação Econômica de fato, pois:
O Brasil de Lula 3 vive crescimento econômico, com geração de empregos, a exemplo de 2024, quando o País só apresentou indicadores econômicos positivos.
O desemprego caiu para cerca de 6,4% no terceiro trimestre de 2024, o menor nível em uma década, com recorde de trabalhadores com carteira assinada (cerca de 38 milhões).
A massa salarial cresceu quase 8% em um ano, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No ano anterior, o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 2,9% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 10,9 trilhões. O crescimento foi impulsionado por avanços na agropecuária (15,1%), na indústria (1,6%) e nos serviços (2,4%). O PIB per capita atingiu R$ 50.193,72, um aumento real de 2,2% em relação a 2022.
Além disso, a inflação hoje está controlada, com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 0,56%. O IPCA acumulado nos últimos 12 meses é de 5.48%. Já o IPCA acumulado no ano de 2025 até o momento é de 2,04% e o IPCA acumulado de 2024 foi de 4.83%. Tudo dentro da meta do Banco Central.
A meta para a inflação fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o período iniciado em janeiro de 2025 é 3,00%, com intervalo de tolerância de menos 1,50 ponto percentual e mais 1,50 ponto percentual, isto é, de 1,50% a 4,50%.
No entanto, a dívida pública permanece alta (cerca de 78% do PIB), o que é um desafio para a sustentabilidade fiscal. Críticas da extrema direita muitas vezes exageram a situação fiscal, ignorando que o déficit primário foi reduzido em 2023.
Quanto à desigualdade e pobreza, programas sociais como o Bolsa Família foram ampliados, reduzindo a extrema pobreza para 5,9% da população em 2023, segundo o IBGE. Contudo, a desigualdade social persiste, e o custo de vida, especialmente alimentos e energia, ainda pressiona a população de baixa renda.
A extrema direita capitaliza a insatisfação com o governo Lula, o STF (Supremo Tribunal Federal) e o sistema político, como apontado em análises sobre o bolsonarismo. Eventos como os atos de 8 de janeiro de 2023 mostram a radicalização de setores que questionam a legitimidade das instituições democráticas.
No entanto, as instituições têm se mantido estáveis, com o STF e o TSE respondendo a ameaças antidemocráticas.
Quanto à criminalidade, dados do Ministério da Justiça mostram queda nos homicídios (cerca de 3% em 2023), mas crimes como roubo e violência urbana continuam altos em algumas regiões, especialmente em grandes cidades.
A extrema direita explora essa insegurança, defendendo políticas como armamento civil, apesar de evidências mistas sobre sua eficácia.
Sobre os valores culturais, a extrema direita também critica o governo por suposta “doutrinação esquerdista” em temas como educação, gênero e meio ambiente.
Essas críticas ressoam com setores conservadores, mas muitas vezes carecem de embasamento factual, sendo mais parte de uma “guerra cultural“.
Mas, afinal, por que a extrema direita diz que o Brasil vai mal?
A narrativa da extrema direita é amplificada por Descontentamento Econômico Residual: Apesar dos avanços, setores da classe média e trabalhadores informais ainda sentem os efeitos da crise econômica da década de 2010, o que alimenta ressentimentos;
por Estratégia Política: Acusar o governo de fracasso é uma tática para mobilizar eleitores e manter a relevância do bolsonarismo, mesmo com Bolsonaro inelegível até 2030.
nas redes sociais e desinformação: A extrema direita utiliza plataformas como Telegram e YouTube para disseminar mensagens alarmistas, muitas vezes distorcendo dados econômicos ou criando “realidades paralelas”.
A conclusão é que o Brasil não “vai mal” no sentido catastrófico que a extrema direita sugere. Há avanços econômicos e sociais significativos, apesar dos desafios da dívida pública, desigualdade e segurança.
A narrativa da extrema direita exagera problemas e omite conquistas para fins políticos, explorando insatisfações legítimas, mas muitas vezes de forma descontextualizada.












