Israel bombardeou as tendas no pátio do hospital Al-Aqsa, onde estavam alojadas famílias palestinas, homens, mulheres e crianças, refugiados que esperavam por cuidados enquanto dormiam – ASSISTA
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Plusieurs centaines de personnes partent en manif sauvage dans les rues de Paris en soutien à la Palestine.#Palestine #Gaza #Israel pic.twitter.com/eLt71I616R
— Luc Auffret (@LucAuffret) October 15, 2024
Diversos movimentos da França convocaram a população a sair às ruas na noite desta terça-feira (15/10), em protesto contra os incêndios provocados por Israel a tendas montadas por palestinos deslocados no terreno do Hospital Mártires de Al-Aqsa, em Deir al-Balah, no centro de Gaza.
Rassemblement sur la Place de la République ce soir à Paris en soutien à la Palestine après la diffusion d'images de palestiniens brûlés vifs suite à un bombardement israélien.#Palestine #Gaza #Israel pic.twitter.com/LuxATa49hC
— Luc Auffret (@LucAuffret) October 15, 2024
De acordo com a Defesa Civil do enclave, não há lugar seguro na região. Os incêndios tiveram início após bombardeios. Ao menos 30 tendas pegaram fogo, matando três civis e queimando dezenas que dormiam nelas.
O movimento de resistência Al-Mujahideen disse que o mundo é hipócrita, pois permanece em silêncio enquanto civis inocentes suportam o peso da agressão israelense, que viola todos os valores humanos e o direito internacional.

O Nouveau Parti anticapitaliste emitiu, no portal do movimento, uma convocação aos franceses, ainda na noite de segunda-feira (14/10), após a violência de Israel contra os palestinos.
As manifestações tiveram início na hora prevista, conforme o texto da imagem, às 18h30 local, na Praça da República, em Paris. “Sejamos numerosos na solidariedade com o povo palestiniano e libanês“, diz a convocação no portal do grupo, conforme a seguir:
“A noite de 14 de Outubro será recordada como uma nova etapa no horror sofrido pelo povo palestiniano. Israel bombardeou as tendas no pátio do hospital Al-Aqsa, onde estavam alojadas famílias palestinianas. Eles queimaram os homens, mulheres e crianças refugiados que esperavam por cuidados durante o sono.
Os nossos pensamentos e apoio vão para todas as vítimas e familiares das vítimas destes massacres.
Pouco antes deste ataque, “o exército mais moral do mundo” bombardeou uma escola da UNRWA (Agência de Assistência e Obras das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina) que estava a ser usada para abrigar famílias em Nuseirat. Esta escola serviria como centro de vacinação contra a poliomielite para crianças palestinas naquele mesmo dia. Este ato criminoso constitui uma violação flagrante do direito internacional. As populações civis estão encurraladas, sem saída, enquanto as infra-estruturas humanitárias são implacavelmente atacadas.
Estes ataques a locais que deveriam ser santuários humanitários ao abrigo do direito internacional revelam um desejo deliberado de quebrar toda a resistência e erradicar qualquer população palestiniana, atingindo os mais vulneráveis.
O exército genocida de Netanyahu não se deterá perante nada e com a cumplicidade da França, que arma implacavelmente Israel enquanto defende a ação da boca para fora.
O NPA-Anticapitalista reitera o seu apoio ao povo palestiniano, aos seus legítimos direitos à autodeterminação e à justiça, e ao seu direito à luta armada e desarmada.
Denunciamos a impunidade de que goza o Estado israelita e apelamos à retirada imediata do exército colonial israelita na Palestina, ao fim da venda de armas de França a Israel e ao reconhecimento do Estado Palestiniano.
Não há paz sem justiça, não há justiça sem reconhecimento dos direitos do povo palestiniano”.
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