ARRASTE 0%
Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Toque e saiba mais sobre o tema

Miguel Nicolelis cobra demissão de Múcio da Defesa após fala “Se os EUA invadirem o Brasil, a gente terá que abrir o portão”

— calculando —
↗ compartilhar Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Facebook
Miguel Nicolelis e José Múcio Monteiro

📷 José Múcio Monteiro, ministro da Defesa • 03.10.2024 • / Foto: Valter Campanato / Agência Brasil |•| O neurocientista Miguel Nicolelis / Foto: Youtube/Reprodução |•| Arte URBS MAGNA

RESUMO
URBS MAGNA

| Brasília (DF)
04 de agosto de 2026

O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou nesta terça-feira (04/ago) que, diante de uma eventual invasão militar dos Estados Unidos, a saída mais sensata para o Brasil seria “abrir o portão” — declaração que o neurocientista Miguel Nicolelis classificou publicamente como motivo suficiente para a demissão do ministro.

O que Múcio disse, exatamente

Durante a abertura de um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre descarbonização do setor marítimo, em Brasília, Múcio respondeu a uma pergunta recorrente de jornalistas sobre como agiria como ministro caso os Estados Unidos decidissem invadir o País.

Segundo reproduziu a CNN Brasil, o ministro disse: “Temos que abrir o portão. O Brasil não tem equipamento para enfrentá-lo, nem tem dinheiro para consertar o portão”.

A fala foi usada por Múcio como argumento para defender maior previsibilidade e ampliação do orçamento das Forças Armadas, hoje equivalente a cerca de 1% do Produto Interno Bruto — percentual que, segundo o ministro, dificulta investimentos de longo prazo em equipamentos e tecnologia militar.

Em outro trecho da fala, Múcio comparou o investimento em defesa a um plano de saúde: “a gente escolhe o melhor, torcendo para não precisar usar”.

O contexto: tensão real entre Brasil e Estados Unidos

A declaração não ocorre no vácuo. O risco de tensão militar entrou no radar depois que o governo americano classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, medida em vigor desde junho.

A relação entre os dois países também se deteriorou com a revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti — retaliação, segundo a reportagem, à recusa do governo Lula em conceder aval diplomático ao embaixador americano indicado, somada ao tarifaço already em vigor contra produtos brasileiros.

A fala de Múcio contrasta com o tom público adotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vem reforçando um discurso de firmeza diante de Donald Trump — em junho, durante a cerimônia de lançamento da fragata Cunha Moreira, em Itajaí (SC), Lula chegou a dizer que “está cheio de maluco no mundo”, numa referência direta ao presidente americano.

A reação de Miguel Nicolelis

O neurocientista Miguel Nicolelis, professor da Duke University e um dos cientistas brasileiros mais conhecidos internacionalmente, reagiu à fala de Múcio em publicação no X, cobrando a saída do ministro do cargo. Segundo Nicolelis, “em qualquer país medianamente sério este senhor não terminava a noite no cargo”, classificando a declaração como demonstração de “grau de irresponsabilidade e insensatez” capaz de atentar contra a segurança nacional e comprovar “total incompetência para o cargo”.

A crítica de Nicolelis ecoa uma leitura já expressa por veículos identificados com o campo governista, para os quais a fala projeta uma imagem de fragilidade institucional justamente no momento em que o Palácio do Planalto tenta construir um discurso de soberania diante das pressões comerciais e diplomáticas de Trump.

Já veículos mais próximos do bolsonarismo, como o O Antagonista, descreveram a fala em tom mais ácido, registrando que o ministro sugeriu, “em tom de brincadeira”, simplesmente “não resistir” a uma hipotética invasão.

A análise do Urbs Magna aponta que o problema da declaração de Múcio não está na constatação técnica — o desequilíbrio de capacidade militar entre Brasil e Estados Unidos é real e conhecido — mas na escolha retórica de tratar o tema publicamente como piada, em um momento de tensão diplomática genuína, com sanções comerciais em vigor e um visto diplomático já revogado.

Sob a ótica deste portal, ministros de Estado da pasta de Defesa costumam evitar esse tipo de frase justamente porque ela pode ser lida, dentro e fora do país, como sinalização política, e não apenas como humor.

Até a publicação desta matéria, o Ministério da Defesa não havia se manifestado oficialmente sobre a repercussão da fala nem sobre o pedido de demissão feito por Miguel Nicolelis.



SIGA NAS REDES SOCIAIS




Compartilhe via botões abaixo:

 

2 comentários em “Miguel Nicolelis cobra demissão de Múcio da Defesa após fala “Se os EUA invadirem o Brasil, a gente terá que abrir o portão””

  1. Reinaldo Gonçalves da Cruz

    O MINISTRO DA DEFESA JOSE MÚCIO, NUNCA INSPIROU CONFIANÇA EM NINGUÉM, JA PISOU NA BOLA VÁRIAS VEZES, NAO E DIGNO DO CARGO QUE OCUPA, LULA, JA PASSOU DA HORA DE MANDAR ESSE TRAÍRA PROCURAR OUTRO RUMO

Comente com moderação

文

Discover more from Urbs Magna

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading