O ex-presidente foi submetido a uma audiência de custódia por videoconferência às 12h, para verificar a legalidade da prisão, e a prisão foi mantida
Brasília, 23 de novembro 2025
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro está autorizada a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília, onde ele cumpre prisão preventiva.

A decisão é do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o encontro está agendado para a tarde deste domingo (23/nov), entre 15h e 17h.
O ex-presidente foi recolhido à PF no sábado (22/nov) após Moraes converter a prisão domiciliar em preventiva.
A medida foi fundamentada por indícios de risco de fuga e, notavelmente, pela violação da tornozeleira eletrônica no início do sábado (22/nov).
Michelle Bolsonaro estava em agenda do PL Mulher no Ceará quando a prisão ocorreu e retornou imediatamente a Brasília para solicitar a visita.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, a ex-primeira-dama descreveu a prisão como uma “guerra espiritual” entre “o bem contra o mal”, expressando que estão “de pé, resilientes, crendo em Deus que tudo vai se resolver”.
Pendência da Defesa e Audiência de Custódia
A defesa de Bolsonaro também pleiteou a visita dos filhos, mas Moraes determinou que o pedido fosse complementado com a identificação nominal de quais filhos pretendem comparecer.
O ministro ressaltou que a providência é “necessária para o cadastramento” exigido pela Polícia Federal.
O ex-presidente foi submetido a uma audiência de custódia por videoconferência às 12h, para verificar a legalidade da prisão e a forma como a custódia foi conduzida.
A Trama Golpista

A prisão preventiva de Jair Bolsonaro ocorre no âmbito de uma complexa investigação que culminou com a condenação do ex-presidente em setembro deste ano a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado por cinco crimes, sendo apontado pelo STF como “líder de uma organização criminosa” com o objetivo de mantê-lo no poder.
O caso está relacionado à investigação da Polícia Federal que, há um ano, indiciou Bolsonaro e outros 36 indivíduos por um suposto plano de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Elementos colhidos pela PF e depoimentos, como o do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, e do ex-comandante do Exército, general da reserva Marco Antônio Freire Gomes, sustentaram a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em novembro de 2024, Freire Gomes confirmou ter participado de reuniões onde a chamada “minuta do golpe” foi discutida, mas alertou Bolsonaro que o Exército não apoiaria ações fora da legalidade constitucional.
O inquérito ligou o plano golpista aos ataques de manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas de 8 de janeiro em Brasília, que visavam forçar uma intervenção militar.
A prisão de Bolsonaro o torna o quarto ex-presidente brasileiro a ser detido após a redemocratização.

Após realizada a audiência de custódia, conduzida por um juiz auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, a prisão preventiva foi mantida.
A decisão de manter a prisão preventiva deve ser analisada pelos ministros da Primeira Turma do STF em um julgamento em plenário virtual, que está agendado para começar nesta segunda-feira (24/nov), a partir das 8h.
Os ministros decidirão se referendam ou não a decisão do relator, Alexandre de Moraes.
O procedimento de custódia serve para que o juiz avalie a legalidade e a forma como a prisão foi efetuada, sem julgar o mérito da acusação em si.
A prisão preventiva foi decretada após o ministro citar a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica e o risco de fuga, além da convocação de vigília por um dos filhos do ex-presidente nas proximidades de sua residência, onde cumpria prisão domiciliar.
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