Imagens mostram mulher atacando esses profissionais de imprensa do lado de fora do hospital DF Star, acusando-os de desejar a morte do ex-presidente – SAIBA MAIS E ASSISTA
Teerã (IR) · 15 de março de 2026
A internação de Jair Bolsonaro no Hospital DF Star, em Brasília, na sexta-feira (13/mar), devido a um quadro de broncopneumonia, desencadeou uma série de eventos que expuseram tensões entre apoiadores do ex-presidente e profissionais da imprensa.
Uma influenciadora alinhada ao bolsonarismo gravou um vídeo em frente à unidade hospitalar, acusando jornalistas de “desejarem a morte de Bolsonaro e comemorando por ser sexta-feira 13”, sem apresentar evidências.
O material, registrado no primeiro dia da hospitalização, circulou rapidamente nas redes sociais.
Relatos de algumas fontes indicaram que Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, compartilhou o vídeo em seu perfil no Instagram, ampliando sua visibilidade.
O vídeo foi compartilhado em formato reels pela conta no Instagram @siteatualidade.
Antes mesmo da divulgação por Michelle, os profissionais filmados já enfrentavam ameaças de morte, o que levou ao menos dois deles a registrarem boletins de ocorrência na polícia.
A ação intensificou as ofensas virtuais, com relatos de intimidações dirigidas aos repórteres que cobriam o caso.
A Abert emitiu nota repudiando veementemente as ameaças e ataques, solicitando rigorosa apuração pelas autoridades.
A entidade destacou que tais atos comprometem a liberdade de imprensa, essencial para a democracia.
O deputado Mario Frias (PL-SP) também publicou o vídeo, afirmando que os jornalistas estariam “desejando a morte” do ex-presidente, o que agravou a situação.
De acordo com a UOL Notícias, Michelle acompanha Bolsonaro na UTI, e o vídeo foi produzido sem contexto adequado, criticando os profissionais por supostas insinuações infundadas.
A influenciadora confrontou os jornalistas diretamente, conforme cobertura do Brasil 247, questionando conversas ouvidas por acaso sobre a possibilidade de agravamento do quadro de saúde.
A BBC News Brasil contextualiza que episódios semelhantes, como ameaças anteriores relacionadas a Bolsonaro, geram ondas de apologia à violência contra a imprensa, afetando a segurança dos profissionais.
Esses fatos reforçam a importância de proteger o jornalismo independente, garantindo que a cobertura de eventos públicos ocorra sem intimidações.
A sociedade depende de informações precisas para exercer o controle democrático sobre figuras públicas.

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Indignação seletiva: a fala desejando que a Presidente Dilma, morresse de câncer ou infarto, não comoveu essa senhora? A médica falando sobre como “tratar” a Presidente Dilma no hospital, não comoveu essa senhora? E a pessoa que falou sobre a morte do Arthur, não comoveu essa senhora?