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    “Escândalos vão nocautear Flávio”, prevê Michelle Bolsonaro em conversa com Valdemar Costa Neto

    — calculando —
    Michelle Bolsonaro, Valdemar Costa Neto e Flávio Bolsonaro

    📷 Michelle Bolsonaro e Valdemar Costa Neto no jantar de apoio a Rogério Marinho à presidência do Senado / Imagem reprodução via O Globo (29.6.2026) | O senador Flávio Bolsonaro dançando durante evento de pré-campanha / Imagem reprodução redes sociais | Arte Urbs Magna

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    02 de julho de 2026

    A crise entre Michelle Bolsonaro e o enteado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atingiu um novo patamar.

    Segundo informações publicadas pela coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo, a ex-primeira-dama teve uma longa conversa na última terça-feira (30/jun) com o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e fez previsões contundentes sobre o futuro político do senador.

    O resumo do encontro, de acordo com a coluna, é o seguinte: Michelle descarta apoiar Flávio para a Presidência “sob qualquer hipótese”, mas admite a possibilidade de ser candidata ao Senado pelo Distrito Federal.

    Mais do que isso, a ex-primeira-dama afirmou a aliados que a campanha do enteado será abalada em breve por mais escândalos, que “nocautearão sua candidatura”.

    A previsão que abala a pré-campanha

    A declaração de Michelle não é um mero desabafo. Ela ocorre em um momento delicado para Flávio Bolsonaro, que tenta consolidar sua pré-candidatura presidencial e ampliar seu desempenho justamente entre os segmentos onde a ex-primeira-dama tem maior influência: as mulheres e as evangélicas.

    A crise entre os dois, que explodiu publicamente na última semana, virou um peso que o senador terá de carregar até o dia da eleição.

    Interlocutores próximos de Michelle afirmam que a chance de reconciliação entre ela e Flávio é considerada zero.

    Nos últimos dias, a ex-primeira-dama tem repetido que não participará da campanha do enteado e que acredita que o avanço de novas denúncias poderá provocar um forte desgaste político, comprometendo de forma decisiva sua candidatura ao Palácio do Planalto.

    O “segredo” sobre Flávio que Michelle nunca revelou

    A especulação sobre o que Michelle sabe, ou pode revelar, ganhou novos contornos.

    Aliados da ex-primeira-dama começaram a resgatar um tema que sempre assombrou a carreira de Flávio Bolsonaro: o caso das “rachadinhas”.

    As investigações mostraram que o ex-assessor do senador, Fabrício Queiroz, e sua esposa depositaram 27 cheques na conta de Michelle, totalizando R$ 89 mil, repassados entre 2011 e 2016.

    Até hoje, Michelle nunca falou publicamente sobre o tema. No entanto, aliados avaliam que, com o rompimento político, ela pode mudar de ideia.

    Desde que expôs publicamente o racha com Flávio, a ex-primeira-dama tem feito postagens sinalizando que saberia algo sobre o enteado.

    Em conversas reservadas, também dá pistas de que uma informação com potencial para abalar sua candidatura está por vir.

    O que está em jogo

    O racha entre Michelle e Flávio expõe três disputas simultâneas, como analisou o portal Congresso em Foco.

    A primeira é familiar, envolvendo respeito, lealdade e influência no entorno de Jair Bolsonaro.
    A segunda é partidária, com o PL tentando conciliar pragmatismo eleitoral e cobrança ideológica.
    A terceira, e mais crucial, é a sucessão presidencial: Flávio precisa se consolidar como herdeiro político do pai, enquanto Michelle mostra voz própria, base política e capacidade de interferir no jogo.

    A ameaça velada de Michelle sobre novos escândalos coloca Flávio Bolsonaro em uma posição frágil.

    O senador já tenta se descolar do desgaste do pai, mas agora enfrenta uma adversária de dentro de casa, que conhece os bastidores da família e do partido.

    A possibilidade de que Michelle realmente revele informações sobre o caso das “rachadinhas” ou outros episódios pode ser um divisor de águas na pré-campanha, transformando a disputa interna em um pesadelo público para o presidenciável.

    A coluna de Lauro Jardim não detalhou quais seriam os novos escândalos previstos por Michelle Bolsonaro.



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