Ex-primeira-dama disse que o marido está há “nove meses de luta e de angústia com soluços diários” e operação é “para realizar o bloqueio do nervo frênico”
Brasília (DF) · Sábado, 27 de dezembro 2025
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou nas redes sociais, neste sábado (27/dez), que seu marido, o ex-presidente condenado por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro, retornou ao centro cirúrgico para um novo procedimento.
“Meu amor acabou de ir para o centro cirúrgico para realizar o bloqueio do nervo frênico. Peço que intercedam em oração por mais esse procedimento, para que seja exitoso e traga alívio definitivo. Já são nove meses de luta e de angústia com soluços diários”, postou Michelle no Stories do Instagram, apelando diretamente ao público por apoio espiritual.
A intervenção, conhecida como bloqueio do nervo frênico, visa controlar o diafragma e proporcionar alívio definitivo aos soluços recorrentes que atormentam Bolsonaro há nove meses, causando angústia diária.
O ex-presidente está internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde 24/dez, quando foi admitido para uma cirurgia eletiva de correção de hérnias inguinais bilaterais. Realizada em 25/dez, a operação durou cerca de três horas e meia, reforçando a parede abdominal com uma tela de polipropileno para prevenir agravamentos.
A intervenção inicial foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes em 22/dez, a pedido da defesa de Bolsonaro, com base em relatórios médicos da Polícia Federal e do Instituto Nacional de Criminalística que apontavam deterioração progressiva devido à pressão abdominal elevada por soluços e tosse crônica.
A cirurgia transcorreu sem intercorrências, permitindo o início de sessões de fisioterapia e medicação preventiva contra trombose, conforme boletim médico divulgado na sexta-feira (26/dez).
O bloqueio do nervo frênico, realizado sob anestesia local e guiado por ultrassom, reduz temporariamente a atividade do diafragma, sendo indicado para casos de soluços resistentes a tratamentos clínicos com impacto significativo na qualidade de vida.
Essa medida surge após ajustes medicamentosos para soluços e refluxo gastroesofágico, que não surtiram efeito completo, resultando em dificuldades para dormir na noite anterior ao procedimento.
O cirurgião-chefe Cláudio Birolini planejava uma avaliação na segunda-feira (29/dez) para analisar a resposta às medicações antes de intervenções adicionais, acelerando o cronograma devido à persistência dos sintomas, informou a Veja.
No contexto mais amplo, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde 22 de novembro, após violação de tornozeleira eletrônica, em meio a uma pena de 27 anos e três meses por liderança na tentativa de golpe de Estado.
Essa é a primeira saída do regime prisional para tratamento médico, destacando a interseção entre saúde e questões jurídicas no caso do ex-líder.
Até o momento, não há atualizações sobre o desfecho do novo procedimento, mas a família mantém otimismo, reforçando o apelo por orações em um momento de vulnerabilidade para o político.
A evolução do quadro de Bolsonaro continua sob monitoramento rigoroso, com expectativas de recuperação que possam mitigar os efeitos crônicos de suas condições de saúde.

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