De acordo com Naipidau, foram 1.644 vítimas fatais, mas o número pode aumentar drasticamente, podendo ultrapassar 10 mil, considerando a vulnerabilidade das construções e a densidade populacional nas regiões afetadas – SAIBA MAIS
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Naipidau, 29 de março de 2025
Mianmar enfrenta uma tragédia devastadora após o terremoto de magnitude 7,7 que atingiu o país na sexta-feira (28/mar). De acordo com a junta militar que governa a nação, o número de mortos chegou a 1.644 este sábado (29/mar).
O informativo foi divulgado em um comunicado oficial veiculado pela emissora estatal Myanmar Radio and Television (MRTV). A informação foi publicada no site oficial do governo militar, onde também se reporta que 3.408 pessoas ficaram feridas e 139 estão desaparecidas.
As autoridades alertam que esses números podem crescer à medida que as operações de resgate avançam em áreas de difícil acesso.
Detalhes do Desastre: Epicentro e Impacto na Região
O tremor, registrado pelo United States Geological Survey (USGS) com epicentro a 16 km de Sagaing e próximo a Mandalay, ocorreu a uma profundidade rasa de 10 km, intensificando os danos.
O número real de vítimas pode ultrapassar 10 mil, considerando a vulnerabilidade das construções e a densidade populacional nas regiões afetadas, como Sagaing e Mandalay.
A junta declarou estado de emergência em seis regiões, incluindo a capital Naypyidaw, onde danos a estradas e pontes dificultam o socorro.
Resposta Humanitária: Apelo Internacional e Esforços Locais
Em uma rara solicitação, o líder da junta, Min Aung Hlaing, atual comandante em chefe das Forças Armadas de Mianmar e membro do Conselho de Defesa e Segurança Nacional, pediu ajuda internacional.
Equipes de resgate da China, Rússia e Índia já chegaram ao país, enquanto o United Nations Office for the Coordination of Humanitarian Affairs (OCHA) [Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários] anunciou a liberação de US$ 5 milhões para auxílio imediato.
Moradores das regiões afetadas relataram escavar escombros com as próprias mãos devido à falta de equipamentos, especialmente em Mandalay, a segunda maior cidade do país.
Contexto Agravante: Guerra Civil e Infraestrutura Precária
A crise humanitária é agravada pelo conflito civil em curso desde o golpe de 2021, que já deslocou milhões e fragilizou a infraestrutura de Mianmar. Min Aung Hlaing assumiu o posto de líder da junta militar em 30 de março de 2011, depois de derrubar o governo eleito do país.
O OCHA destaca que danos a rodovias, como a Autoestrada Yangon–Mandalay, complicam o acesso às vítimas.
A combinação de guerra e desastre natural torna a resposta “extremamente difícil“, segundo especialistas humanitários.










