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    Claudia Sheinbaum implanta o SUS mexicano seguindo modelo do sistema turbinado por Lula no Brasil

    Presidenta decreta credencialização para Serviço Universal de Saúde para 130 milhões com acesso sem limites em 2027, com registro gradual que começa nesta semana e promete atendimento em qualquer unidade pública do país hispânico norte-americano

    Claudia Sheinbaum presidente do México

    O Ministério do Bem-Estar Social instalará 2.059 módulos para iniciar a emissão de credenciais para o Serviço Universal de Saúde (SUS) / Foto: Governo do México

    RESUMO
    URBS MAGNA

    Cidade do México (MX) · 09 de abril de 2026

    A presidenta Claudia Sheinbaum anunciou, na conferência matutina de terça-feira (7/abr), a emissão de decreto presidencial que formaliza a criação do Serviço Universal de Saúde no México, como o SUS brasileiro defendido pelo Presidente Lula.

    O objetivo central é permitir que qualquer cidadão receba atendimento em qualquer unidade pública, independentemente da instituição de origem, consolidando o direito à saúde como princípio efetivo.

    O processo começa com a credencialização de todos os 130 milhões de mexicanos.

    O registro da nova credencial, que servirá também como identificação oficial, inicia na próxima terça-feira (13/abr) e vai até 30 de abril para pessoas com 85 anos ou mais, acompanhadas de responsáveis nos módulos.

    A fase se estende gradualmente por grupos etários e deve durar mais de um ano.

    A credencial substituirá progressivamente os cartões atuais do IMSS, ISSSTE e IMSS-Bienestar, com versão física enviada ao domicílio em até seis semanas e versão digital imediata.

    Com a Credencial do Serviço Universal de Saúde, Claudia Sheinbaum está criando no México um novo documento único que abrange esses três sistemas públicos de saúde: o IMSS – para trabalhadores da iniciativa privada e suas famílias; o ISSSTE – para servidores públicos; e o IMSS-Bienestar – para pessoas de baixa renda que não têm nenhum dos dois acima (gratuito para quem não tem carteira assinada ou emprego formal).

    Antes, sendo do IMSS, o mexicano só poderia ser atendido em unidades do IMSS. E sendo do ISSSTE, só no ISSSTE, o que gerava filas enormes de um lado enquanto outros hospitais ficam vazios. Nesta situação, o paciente não podia escolher o que está mais perto ou tem vaga. Agora, com o SUS, qualquer mexicano poderá ser atendido em qualquer unidade pública (IMSS, ISSSTE ou IMSS-Bienestar), sem importar a qual sistema estava vinculado antes.

    O documento do SUS funcionará também como identificação oficial (tipo RG ou título de eleitor); terá uma versão digital (por aplicativo no celular) liberada imediatamente após o cadastro; a versão física (plástica) será enviada para a casa do cidadão em até seis semanas após o registro; e no futuro, a credencial dará acesso ao histórico médico digital (expediente clínico unificado), agendamento de consultas, visualização de hospitais próximos etc.

    É como se o governo mexicano estivesse criando um “Cartão SUS único” que vale em todos os hospitais e postos públicos do país, acabando com a divisão entre os diferentes “planos do governo”. O cidadão mexicano não vai mais precisar ter três cartões diferentes — vai ter apenas um, que serve para tudo.

    O processo de cadastro (credencialização) começou a ser escalonado para mais idosos (vide imagem) e deve durar mais de um ano para cobrir os cerca de 130 milhões de mexicanos.

    A partir de 1º de janeiro de 2027, o sistema de atendimento universal começa a valer de fato.

    Os 2.059 módulos instalados em capitais estaduais e na Cidade do México operarão de segunda a sábado, das 9h às 17h. A partir de 1º de janeiro de 2027, entra em vigor a primeira etapa de integração, com oito serviços essenciais disponíveis em qualquer instituição: urgências com continuidade de hospitalização, atendimento a gestantes de alto risco, código infarto, código cérebro, diagnóstico e tratamento inicial de câncer de mama, continuidade de terapias para câncer, insuficiência renal e transplantes, vacinação universal e consultas de atenção primária.

    No segundo semestre de 2027 ampliam-se serviços especializados; em 2028, a universalização alcança receitas, consultas de especialidade e hospitalizações referenciadas.

    Sheinbaum definiu a medida como “um passo histórico”. Em suas palavras: “O objetivo é que, quando deixarmos o cargo, qualquer mexicano possa buscar tratamento para qualquer doença em qualquer instituição de saúde e ser atendido. Se estiverem cobertos pelo IMSS (Instituto Mexicano de Seguro Social), poderão recorrer ao IMSS-Bienestar (IMSS-Benefícios) ou ao ISSSTE (Instituto de Serviços de Previdência e Assistência Social aos Trabalhadores do Estado). Isso tornará o sistema mais eficiente, permitindo o compartilhamento de serviços”.

    O subsecretário Eduardo Clark complementou que a implementação será “paulatina, ordenada”, garantindo sustentabilidade financeira e operacional. j

    A iniciativa, semelhante à do governo Lula, reforça a justiça social ao priorizar o bem-estar coletivo e a democracia participativa na gestão da saúde pública. Ao eliminar barreiras institucionais, o México avança na universalização do acesso equitativo, com integração institucional que otimiza recursos existentes.

    Especialistas destacam ainda o potencial de redução de custos para a população e de tempos de espera, consolidando a política pública como instrumento de inclusão no continente.

    A América Latina acompanha com atenção essa experiência, que fortalece o papel do Estado na garantia de direitos fundamentais.

    A credencial digital também incluirá histórico médico unificado e agendamento de consultas, ampliando a eficiência do sistema.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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