“Isso é que é produzir prova contra si“, disse o perfil que compartilhou as imagens no ‘X‘. Ela e o companheiro foram presos em flagrante, naquele dia, e se tornaram réus. O ministro declarou seu voto nesta segunda (12/2) – ASSISTA
Em 8 de janeiro de 2023, uma mulher despejava ódio em um vídeo transmitido de dentro do Senado Federal: “Estou sentada na cadeira do traidor de Mato Grosso“, afirmou ao mostrar uma placa de identificação de Carlos Fávaro (PSD), licenciado do cargo para assumir o Ministério da Agricultura e Pecuária no governo do então recém empossado Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Após citar outros dois nomes, Jayme Campos e Wellington Fagundes, afirmou: “Eu quero dizer que sou uma mato-grossense. Meu nome é Alessandra Faria Rondon. Eu só saio daqui quando os traidores da pátria estiverem presos“, disse a manifestante bolsonarista golpista terrorista. Foi ela quem acabou sendo presa em flagrante, naquele dia inédito para o Brasil.
Atualizando: a golpista entusiasmada Alessandra Faria Rondon que ajudou plantar o terror no 8/1, recebeu pena de 17 anos de prisão. https://t.co/069XsT4hAw
— O mundo muda, só não mudam meus princípios! (@vando_correia) February 13, 2024
A prisão tende a ser longa. Nesta segunda-feira (12/2), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, votou para condenar ela e seu companheiro a 17 anos de prisão em resposta aos atos antidemocráticos. Alessandra e Joelton Gusmão de Oliveira respondem por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do Patrimônio e associação criminosa armada.
Moraes escreveu disse que o casal foi até Brasília em carro próprio e esteve no acampamento em frente ao Quartel General do Exército. O magistrado ainda votou para condenar outros 13 réus por envolvimento nos atos antidemocráticos, com penas variando de 14 a 17 anos.
O julgamento ocorre em plenário virtual e os demais ministros têm até a terça-feira (20/2) para se manifestarem.
