Metade da Frente Parlamentar Evangélica acredita que Jesus teria comprado uma pistola

Deputados durante culto na Câmara, em janeiro deste ano / Foto de Cristiano Mariz | O presidente Jair Bolsonaro, na ocasião em que afirmou, na quarta-feira (15/6), em encontro com religiosos no Palácio do Planalto, que Jesus “não comprou pistola porque não tinha” na época | Sobreposição de imagens

Grupo de 195 deputados federais e 7 senadores, se dividiram nas reações à declaração do presidente Jair Bolsonaro

Integrantes da Frente Parlamentar Evangélica, grupo de 195 deputados federais e 7 senadores, se dividiram nas reações à declaração do presidente Jair Bolsonaro, para quem Jesus Cristo “não comprou pistola porque não tinha” na época, afirmou Chico Alves, no UOL.

O jornalista cita como exemplo para representar aqueles que apoiaram a fala de Bolsonaro a justificativa do deputado do PL de São Paulo, Marcos Feliciano, ao lembrar que em “Lucas 22:36” Jesus “mandou seus discípulos comprarem espadas, “claramente para se defenderem de salteadores e bestas feras”.

Não havia arma de fogo naquela época e a espada era a arma mais utilizada, quer seja por aldeões ou soldados. E se existisse arma de fogo em lugar da espada?“, questionou o bolsonarista, certamente acreditando que Jesus teria comprado uma pistola se existisse na época.

Chico Alves elegeu o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG) como representante da outra metade que discordou:

A meu ver, esse comentário deixa claro o desconhecimento da verdadeira intenção de Cristo ter vindo a este mundo. O objetivo de Cristo nessa terra foi justamente tentar fazer com que o homem se aproximasse do pai, essa é a mais pura realidade. E não faria sentido algum ter que fazer uso de arma para poder alcançar esse objetivo. Não diria que é uma mensagem de paz, mas sim uma mensagem de resgate, ele tentou resgatar o homem para o pai“, disse o mineiro.

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