Gigante tecnológica negocia com investidores privados para financiar infraestrutura de inteligência artificial nos EUA, visando liderar corrida tecnológica
RESUMO << Meta busca $29 bilhões em crédito privado para construir centros de dados de IA nos EUA, liderando a corrida tecnológica. Negociações com Apollo, KKR e outros visam financiar infraestrutura para modelos como Llama. Investimento inclui $10 bilhões em campus na Louisiana>>
Califórnia, 28 de junho de 2025
A Meta Platforms Inc., dona do Facebook e Instagram, está em negociações avançadas para captar US$29 bilhões junto a grandes empresas de crédito privado para construir centros de dados nos Estados Unidos voltados para inteligência artificial (IA).
A iniciativa, passo crucial na corrida para dominar essa tecnologia transformadora, reflete a ambição da empresa de Mark Zuckerberg em fortalecer sua infraestrutura para suportar modelos de IA de próxima geração, como a série Llama.
A captação será dividida em US$3 bilhões em ações e US$26 bilhões em dívidas, segundo fontes próximas ao assunto. Entre os investidores, destacam-se gigantes como Apollo Global Management, KKR, Brookfield, Carlyle e PIMCO.
As tratativas, reportadas pelo Financial Times, indicam que a Meta pode buscar ainda mais capital, dependendo da estrutura final do financiamento. Essa estratégia visa evitar a volatilidade dos mercados públicos, optando por acordos de longo prazo com taxas fixas.
A demanda por centros de dados especializados explodiu com o avanço da IA. Esses locais conectam milhares de chips em clusters de alto desempenho, essenciais para treinar modelos avançados.
A Meta já anunciou um investimento de US$10 bilhões em um campus de dados em Richland Parish, no nordeste da Louisiana, que terá capacidade computacional de 2GW quando concluído. A empresa também planeja gastar entre US$60 bilhões e US$65 bilhões em 2025, focando em servidores e equipes de IA.
Além disso, a Meta reforçou sua aposta em IA com uma injeção de US$14,8 bilhões na startup Scale AI, especializada em rotulagem de dados, e contratou Alexandr Wang, seu jovem fundador, para liderar um novo laboratório de “superinteligência”.
Esse movimento sinaliza uma reorganização interna para recuperar terreno na competição com rivais como OpenAI, Microsoft e Amazon. A escolha pelo crédito privado reflete uma mudança estratégica.
Diferentemente dos mercados de títulos públicos, onde a volatilidade pode complicar os planos, a Meta busca estabilidade com termos personalizados. Isso a coloca na vanguarda de um modelo de financiamento inovador, que pode inspirar outras gigantes tecnológicas.
Contudo, o endividamento de US$26 bilhões traz riscos, especialmente em um setor onde os retornos da IA ainda são incertos. O investimento massivo da Meta também tem implicações econômicas.
A construção de centros de dados pode impulsionar fornecedores como NVIDIA e AMD, que produzem chips para IA, além de empresas de energia renovável, já que a Meta prioriza fontes sustentáveis.
Para investidores, oportunidades podem surgir em fundos como o Invesco, S&P 500 Equal Weight, ETF ou em REITs de data centers, como Digital Realty e CyrusOne.![]()







