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Mesmo cassada pelo TSE, ‘Moro de saia’ ainda vai mamar na teta do Senado, recebendo R$ 33,7 mil até fevereiro, contrariando a Constituição


    A senadora Juíza Selma (Podemos-MT), conhecida como “Moro de saia”, cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por prática de caixa 2 e abuso de poder econômico na campanha em 2018, exercerá seu mandato pelo menos até fevereiro com direito a imóvel, cota parlamentar e um salário mensal de R$ 33,7 mil.


    Apesar de o resultado do julgamento de Selma no TSE já ter sido publicado, a Moro de Saia ainda aguarda a Mesa Diretora do Senado declarar oficialmente a vacância do cargo.

    Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, dará mais dois meses de sobrevida ao mandato da parlamentar que, além do salário mensal, torrou R$ 38,8 mil da cota parlamentar em novembro, além de mais R$ 1,2 mil com combustível e correspondência.

    O TSE a cassou por ter antecipado a corrida eleitoral em período de pré-campanha, o que é proibido pela legislação. O tribunal determinou a novas eleições no estado do Mato Grosso.

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    A cassação da Senadora do Podemos pode estar ‘se afinando’ com uma possível ‘limpeza’ que a legenda realiza para acomodar Sergio Moro como candidato nas eleições presidenciais de 2022.

    Isso porque o ‘filme’ de Moro não pode se apresentar ‘queimado’ e, tendo sua campanha praticamente já se iniciado, o partido da ‘Moro de Saia’ já trabalha para ‘afinar-se’ com o aperfeiçoamento da imagem do ex-juiz herói lançada em Curitiba.

    A primeira ação de ‘clareamento’ da legenda se deu com a também cassação do deputado pastor Marco Feliciano, que era muito próximo de Bolsonaro – figura política que queima o filme de qualquer um.

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