Fenômeno do ‘lunarismo’ mostrou que dentre os apoiadores do hoje ex-presidente inelegível 45% vê o atual governo como “ótimo“, “bom“, ou “regurar“. O temor a punições da Corte Máxima de Justiça também levaram o País a registrar atos esvaziados
“Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram às ruas em manifestações neste feriado da Proclamação da República num momento em que a direita ainda reflete perda de fôlego nas mobilizações.
Os atos desta quarta-feira (15/11) foram afetados também pela onda de calor“, diz texto da matéria no jornal ‘Folha de S. Paulo‘.
Um dos organizadores de uma manifestação na avenida Paulista, o deputado estadual Tomé Abduch (Republicanos), líder do movimento Nas Ruas, disse que o medo de punições como as que condenaram os manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas que participaram do quebra-quebra contra as sedes dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro, tem inibido parte da militância.
Mas além disso há outro fator para o esvaziamento que não foi mencionado na matéria do jornal.
Um fenômeno tem sido registrado desde meados deste ano, o ‘lunarismo‘, revelando que 41% dos eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) perceberam que não era nada daquilo que o hoje inelegível dizia e agora avaliam o atual governo do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como “ótimo“, “bom” e “regular“.
Ainda assim, um pequeno grupo trajando a “indumentária típica dos protestos bolsonaristas – roupas verde e amarelo, bandeiras do Brasil e gritos de guerra contra a esquerda“, pediu “impeachment de Lula (PT), atacou o STF, clamou pela volta da Operação Lava Jato e apoiou Israel, entre outras pautas“.
De acordo com o texto, o ato foi convocado por nove movimentos conservadores (dos quais o Nas Ruas é o mais conhecido) e tinha como mote oficial a defesa dos direitos constitucionais nos 134 anos de Proclamação da República.
Nos cartazes e falas no caminhão de som, eram muitos os apelos por liberdade, ecoando a retórica de Bolsonaro e a visão de que Poderes têm atuado contra a direita e os direitos individuais.
Termômetros ao longo da avenida marcavam 38°C no início da tarde, o que fez com que uma fatia dos participantes buscasse abrigo nas poucas áreas de sombra. No microfone, organizadores reconheciam o esforço dos que permaneciam sob o sol e recomendavam cuidados com a saúde.
As convocações anunciavam a concentração para as 12h e o começo do ato às 14h. Quando deu o horário do início, o número de participantes ainda era insuficiente para o fechamento de uma das pistas da avenida. Os manifestantes dividiram o espaço com os carros, e só depois o trânsito foi bloqueado.



