📷 O ministro do STF e vice-presidente do TSE, André Mendonça |•| Arte URBS MAGNA
| Brasília (DF)
07 de agosto de 2026
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, alarmou colegas da Corte ao conduzir intervenção inédita nos trabalhos da Polícia Federal nos inquéritos do INSS e do Banco Master.
A concentração de poderes no gabinete do relator coloca em risco o equilíbrio institucional e a autonomia investigativa, pilares da democracia brasileira.
A jornalista Daniela Lima detalhou que o ministro passou a realizar reuniões presenciais com delegados dos dois casos.
Segundo relatos de colegas, André Mendonça expôs ter dado determinações a investigadores, cobrando esforços direcionados a temas que considera prioritários, escapando à agenda da corporação e às funções de praxe de relator.
O magistrado montou uma espécie de sede paralela da Polícia Federal dentro de seu gabinete, com delegados trabalhando no STF.
Nem o ministro Alexandre de Moraes, durante a condução do inquérito das fake news, chegou a estruturar algo semelhante nas paredes do tribunal.
Um dos ministros ouvidos pela colunista observou que “polícia dentro de tribunal nunca é bom”, porque se trata de organismos com funções distintas que precisam manter distância para evitar confusão.
Num despacho, André Mendonça proibiu o diretor-geral da Polícia Federal de realizar qualquer remanejamento na equipe do inquérito do INSS, de delegados a analistas de dados, sem seu aval.
Ele ainda determinou que dados apreendidos nas operações sejam repassados diretamente ao gabinete, sem criptografia, sem perícia, sem análise prévia e sem relatório.
A prática foge do regramento habitual, no qual o relator autoriza ou não medidas pedidas pelo Ministério Público e pela polícia, sem indicar linhas investigativas.
A iniciativa extrapola em muito o que, meses atrás, fez de Dias Toffoli alvo de críticas ao determinar o acautelamento de material do caso Master no STF e na PGR.
Na ocasião, a Polícia Federal pediu que a Advocacia-Geral da União defendesse as prerrogativas da corporação. Agora, a PF acionou novamente a AGU, mas o órgão ainda não se manifestou de forma efetiva.
A concentração de dados brutos no gabinete eleva riscos de vazamentos e de alegações de nulidade pelas defesas.
A Polícia Federal, instituição bem avaliada, priorizou o indiciamento de mais de 40 pessoas e a análise de material de investigados presos, conforme determina a Constituição.
As suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger no esquema de descontos indevidos seguem sob a relatoria de André Mendonça, mas a polícia manteve o rito legal.
A ofensiva do ministro expôs a fragilidade de defesa institucional da Polícia Federal junto ao governo.
Nem a AGU nem o Ministério da Justiça saíram em defesa das prerrogativas do órgão.
A bucha tende a cair nas mãos do procurador-geral Paulo Gonet e de ministros dispostos a preservar a autonomia da corporação.
O caso se conecta a episódios anteriores de tensão entre o Judiciário e a Polícia Federal, reforçando a necessidade de limites claros para que a justiça continue a funcionar com independência e transparência.
Na quinta-feira (6/ago), o ministro André Mendonça reuniu-se com o ministro da Justiça para discutir a independência da Polícia Federal.
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Andre mendonca se apequena a cada dia mais com suas loucuras. Caçando problema pra si mesmo e nos levando a entender que tem lado. A última e participar pra indicar escolha de vice. Ele tem que se dar por impedido ou o mpf retirar dele esse processo sob pena de ferir e macular o próprio judiciário.
Mesmo modus operandi de Moro
Tá errado isso ai
Alguem tem,q intervir
Mendonça,claramente está focando em lulinha e blindando Flavio vorcaro rachadinha
Absurdo!
André Mendonça e Nunes Marques não tem compromisso com a verdade, são seletivos, foram indicados ao STF para defender as organizações criminosas das quais o bolsonarismo é representante