O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, durante sessão da Segunda Turma da Corte máxima de Justiça do Brasil / Foto: Gustavo Moreno / Divulgação STF | O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, liquidado pelo Banco Central, preso por gestão fraudulenta de instituição financeira, organização criminosa, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça / Foto divulgação Secretaria de Administração Penitenciária | Montagem / Arte UrbsMagna
| Brasília (DF)
24 de maio de 2026, 19h15
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, autorizou, na sexta-feira (22/mai), o retorno de Daniel Vorcaro à cela especial na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
A medida atende pedido da defesa e manifestação da PGR, que apontou riscos de contatos indevidos na cela comum, e é interpretada como oportunidade para retomar negociações de delação premiada rejeitada pela Polícia Federal.
Vorcaro cumpria pena em cela de passagem, onde as regras limitam reuniões com advogados a duas horas diárias, segundo a Folha de S.Paulo.
Na sala de Estado-maior, o banqueiro pode manter contatos mais longos, o que a PGR (Procuradoria-Geral da República) considera essencial para avançar a colaboração.
O criminalista José Luiz de Oliveira Lima, conhecido como Juca, deixou a defesa com o desabafo “O relator ganhou”, conforme transcrito em O Globo.
A frase resume a disputa de quase um mês que culminou na rejeição da proposta pela PF na quarta-feira anterior.
A insatisfação da Polícia Federal não é nova. Em 19 de fevereiro, André Mendonça, ao assumir a relatoria do Banco Master no lugar de Dias Toffoli, determinou que dados da investigação não fossem compartilhados com superiores hierárquicos dos delegados.
A cúpula da corporação viu a medida como limitação indevida à sua atuação.
O ministro devolveu autonomia à PF para perícias, mas manteve sigilo máximo e exigiu autorização prévia para novas linhas de apuração.
Delegados afirmam que o relator assume controle excessivo do inquérito. Mendonça acumula a relatoria das fraudes no INSS.
Após troca de coordenador, Mendonça reuniu-se com os policiais para garantir continuidade das investigações. O STF enfrenta críticas sobre prioridades no caso Banco Master.
A Folha de S.Paulo questionou o foco em contratos de parentes de ministros enquanto investigações sobre figuras políticas, como as emendas relacionadas a Flávio Bolsonaro, avançam em ritmo diferente.
A análise aponta que decisões técnicas do relator buscam equilibrar sigilo e eficiência, mas geram percepção de interferência que compromete a autonomia da Polícia Federal e a confiança pública na justiça.
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FAQ Rápido
Por que a PF criticou a decisão sobre a cela de Vorcaro?
A corporação pediu duas vezes a transferência para o presídio federal e não foi consultada antes da ordem de Mendonça.
O que a delação de Vorcaro representa para o caso Banco Master?
Possível colaboração ampla sobre fraudes bilionárias, com potencial para esclarecer conexões políticas e financeiras.
Qual o impacto futuro da relatoria de Mendonça?
O ministro acumula inquéritos sensíveis do Banco Master e do INSS, o que pode influenciar a transparência de investigações contra altos escalões.
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