📷 Capas do Estadão, O Globo e Folha de S.Paulo / Flávio Bolsonaro aprende a dançar funk | Imagens reprodução |•| ARTE URBS MAGNA
| Brasília (DF)
01 de agosto de 2026
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou em 30 e 31 de julho de 2026 duas investigações da Polícia Federal contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As apurações miram suspeitas de tráfico de influência e envolvem negócios de cannabis medicinal e a estatal Dataprev.
Ocorre após quebras de sigilos fiscal, bancário e telemático autorizadas em janeiro de 2026 que, segundo a defesa, não produziram indícios de vínculo com as fraudes do INSS, e se dá em período pré-eleitoral, quando a preservação da imparcialidade das instituições reforça a confiança democrática.
Publicações recentes nas redes sociais apontam alinhamento de manchetes sobre o caso. Em post deste sábado (1º/ago), a conta @pravda_br destacou: “Assim como foi na LJ, os ataques contra a reeleição de Lula seguem turbinados e muito bem alinhados. Veja que a manchete dos jornais é a mesma, sendo que sequer se deram ao trabalho de dizer que os sigilos fiscal e bancário de Lulinha foram quebrados em jan/26 e nada encontraram”.
Veículos como Gazeta do Povo, G1, Folha de S. Paulo e Estadão repercutiram de forma semelhante a decisão do ministro.
Na quinta-feira (30/jul), André Mendonça autorizou o primeiro inquérito.
A Polícia Federal pediu a apuração de possíveis crimes de tráfico de influência e corrupção na atuação de Lulinha para favorecer o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, em tratativas de cannabis medicinal junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência da República.
O lobista, preso desde 2025 no âmbito da Operação Sem Desconto, teria tentado contratos de medicamentos à base de canabidiol entre 2024 e 2025.
A intermediação envolveria a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.
A defesa do filho do presidente confirma uma viagem a Portugal em novembro de 2024, paga por Antunes, para visitar fábrica de canabidiol, mas afirma que nenhum negócio foi fechado e que não houve repasses.
O Ministério da Saúde declarou que nunca manteve contrato com a World Cannabis ou sócios citados.
Na sexta-feira (31/jul), o mesmo ministro autorizou o segundo inquérito, desta vez sobre suspeitas de tráfico de influência na Dataprev, empresa pública que gerencia dados do INSS e programas sociais.
A PF aponta o empresário Cleber Ribas de Oliveira, da 3STRUCTURE IT, como possível beneficiário de favores em troca de ao menos uma viagem bancada a Lulinha.
Cleber teria ligações com o “Careca do INSS”.
A estatal informou que não possui contrato com a empresa citada e atua com transparência.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa Lulinha, recebeu as decisões com tranquilidade e perplexidade.
Ele afirmou que “é mais do mesmo. Pelo jeito a Polícia Federal está adotando a estratégia de tentativa e erro: ‘Não achei aqui, vou procurar ali’. É inacreditável. Isso é pirotecnia. É pesca probatória”.
Marco Aurélio de Carvalho reforçou que o cliente “está tranquilo e sereno” e à disposição da Justiça.
Em outra fala registrada pelo Estadão, a defesa disse que “não acharam nada do Fábio no bojo das investigações do INSS, como não vão achar em relação a esses fatos”.
A sequência levanta questionamentos sobre a regularidade processual. A PF tentou redistribuir o caso, alegando ausência de conexão com a Operação Sem Desconto, mas o sorteio devolveu a relatoria a André Mendonça.
Interlocutores do STF viram na manobra tentativa de afastamento do ministro, que vinha cobrando celeridade na análise de materiais apreendidos.
Outra publicação também deste sábado (1º/ago) da mesma conta @pravda_br trouxe análise do jornalista Reinaldo Azevedo: “Reinaldo Azevedo desenha como foi construída a farsa contra Lulinha que fez a seita espalhar que ele teria recebido dinheiro do Careca do INSS. Ocorre que o réu é um bolsonarista que ajudou financiar a campanha do Bozo em 2022 e SÓ tem ligações com eles”.
Registros do TSE confirmam que Antônio Carlos Camilo Antunes doou R$ 1 via Pix à campanha de Jair Bolsonaro em 12 de setembro de 2022, doação simbólica reconhecida pelo próprio ex-presidente em entrevistas.
Não há registro de doação de valor maior.
A terceira postagem destacou: “Delegados da PF que investigam Lulinha sob ordens de Mendonça atuaram com Sergio Moro contra Lula e sua esposa falecida. Isso não são coincidências!”.
Histórico público mostra que delegados da Polícia Federal que integraram a Lava Jato trabalharam sob a magistratura de Sergio Moro em Curitiba, e alguns foram convidados para a transição do Ministério da Justiça em 2018.
A troca do delegado Guilherme Figueiredo Silva, que conduzia o inquérito do INSS e pediu apuração sobre Lulinha, em maio de 2026, gerou questionamentos do próprio André Mendonça e da oposição no Congresso.
A corporação atribuiu a mudança a razões administrativas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista de 30 de julho, que o filho jura inocência diariamente e que não haverá privilégio: “Se for julgado, ele virá para cá. Não vai ficar escondido, não. Não vou utilizar meu cargo para protegê-lo. Ele vai ter que provar que é inocente, como eu provei”.
A abertura de inquéritos autônomos, após meses de análise de material sem indiciamento de Lulinha entre os primeiros 48 da Operação Sem Desconto, exige rigor probatório para preservar a legitimidade das instituições.
Em democracia, a apuração de suspeitas deve caminhar com evidências concretas, sem se transformar em instrumento de pressão eleitoral.
O impacto futuro depende da capacidade do sistema de justiça de separar fatos de narrativas alinhadas.
“Se Lulinha não fosse filho do Presidente, o inquérito contra ele já estaria arquivado. Afinal, o sigilo de Lulinha já tinha sido quebrado e nada acharam. Vão criar factoides contra Lula até as eleições, num projeto coordenado pela extrema direita mundial”.
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